Ariovaldo Zani acredita que os melhoradores de desempenho são essenciais para ganhos de produtividade e de competitividade do produto nacional.
Defesa do uso de antimicrobianos na avicultura

A indústria de produção animal passa por um período de dinamismo. Logo, torna-se difícil prever como será o uso de aditivos melhoradores de desempenho para os próximos anos; ainda mais com a proibição do uso de antimicrobianos na União Europeia. Sabe-se que o uso de antimicrobianos – substâncias adicionadas como complemento de uma dieta animal formulada para melhorar desempenho e eficiência da ração – foi fundamental no aumento da produção de alimentos e consequente atendimento da demanda mundial. Mas serão estas substâncias abolidas também no Brasil? Se depender da opinião do vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Ariovaldo Zani, a resposta é não. Para o executivo, o uso de antimicrobianos e melhoradores de desempenho na produção animal, em especial na cadeia avícola, é fundamental para ganhos de produtividade e de competitividade do produto nacional. “São tecnologias essenciais e indispensáveis”, acredita Zani. “A experiência europeia foi negativa. Proibiram o uso de antimicrobianos, em função da hipotética resistência bacteriana em seres humanos com seu uso. No entanto, tal resistência continua aumentando mesmo com a abolição e o uso de antibióticos terapeuticos aumentaram”, pontua o vice-presidente executivo do Sindirações.
Zani recomenda às autoridades e produtores brasileiros muita cautela em discussões sobre uma possível mudança no uso de antimicrobianos no Brasil no futuro. Veja mais informações no vídeo a seguir.
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