A nova edição da revista Avicultura Industrial traz em suas páginas os avanços nas pesquisas científicas com microalgas atestam seu potencial na nutrição animal.
Revista Avicultura Industrial destaca as “Microalgas na nutrição de frango de corte”

A nova edição da revista Avicultura Industrial traz em suas páginas os avanços nas pesquisas científicas com microalgas atestam seu potencial na nutrição animal. Embora incipiente no País, utilização de microalgas na alimentação de aves já possui diversos estudos internacionais realizados em poedeiras e frangos de corte. Significativos teores de nutrientes encontrados na maioria das espécies aumentam a atratividade pelo uso na nutrição avícola.
Microalgas são micro-organismos predominantemente aquáticos e fotossintetizantes, capazes de produzir significativas quantidades de biomassa (Andrade e Costa, 2008). O despertar sobre as aplicações destes micro-organismos aumentaram nas últimas décadas juntamente com a demanda por alternativas energéticas aos derivados do petróleo, que impulsionaram estudos sobre seu uso para produção de biocombustíveis, como biogás, bioetanol, biodiesel, crescem constantemente. Algumas das vantagens de se utilizar microalgas são que não demandam de grandes áreas para serem cultivadas, não competem por área com a agricultura e proporcionam elevada produção de biomassa por hectare. Exemplo disto é que algumas espécies de microalgas podem produzir de 130 a 338 vezes mais biodiesel do que a soja e milho, respectivamente, em uma mesma quantidade de área (Chisti, 2007).
Atualmente, os avanços nas pesquisas com microalgas demonstram que estas possuem potencial na agropecuária, como no tratamento de efluentes da suinocultura e na nutrição animal. A possibilidade de utilização de microalgas na alimentação de aves inicia-se recentemente no País, contudo já possui diversos estudos realizados no exterior com poedeiras (Gatrell et al. (2014); Leng et al. (2012); Rymer, Gibbs e Givens (2010); Sujatha e Narahari (2011)) e frangos de corte (Austic et al. (2013); Ross e Dominy (1990), Evans, Smith e Moritz (2015)).
Leia também no Agrimídia:
- •Brasil conquista nova abertura de mercado para carne frango e bovina nas Ilhas Salomão
- •Global Eggs recebe investimento de US$ 1 bilhão e reforça posição entre gigantes globais do mercado de ovos
- •Rússia amplia apoio estatal à avicultura para impulsionar exportações de frango e ovos
- •Infraestrutura e queda nos investimentos acendem alerta para o setor de ovos no Reino Unido
A alta capacidade fotossintética torna as microalgas capazes de produzir significativas quantidades de biomassa em curto período de tempo. Aliado a isso, os significativos teores de nutrientes, encontrado na maioria das espécies, aumenta a atratividade pelo uso na alimentação de aves. Em geral, as centenas de espécies de microalgas apresentam variada composição, sendo algumas mais proteicas, outras ricas em amido e gorduras, o que pode superar os teores de nutrientes de muitos alimentos tradicionais utilizados na nutrição animal (Lum, Kim e Lei, 2013). Espécies como Spirulina tem potencial de produzir 125 vezes mais proteína do que a mesma área de milho (Furst, 1978). A Tabela 1 abaixo apresenta a composição nutricional de algumas microalgas.





















