Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,33 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,92 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,37 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,95 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,72 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,62 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 171,75 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 198,74 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,90 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,90 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.272,01 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.129,56 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 195,44 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 177,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,73 / cx
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Tendências na criação avícola: alternativas aos promotores de crescimento – por Juliana Batista

Ácidos orgânicos possuem a capacidade de reduzir o pH do trato gastrointestinal inibindo o desenvolvimento de microrganismos patogênicos como fungos e bactérias

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Tendências na criação avícola: alternativas aos promotores de crescimento – por Juliana Batista

Ácidos orgânicos possuem a capacidade de reduzir o pH do trato gastrointestinal inibindo o desenvolvimento de microrganismos patogênicos como fungos e bactériasA tendência atual na criação de frangos de corte e poedeiras é a restrição ao uso de antimicrobianos com dosagens inferiores à concentração inibitória mínima (CIM) com o objetivo de controlar a proliferação indesejada de microrganismos patogênicos às aves. Essa redução decorre da pressão da sociedade endossada por órgãos governamentais como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que desencorajam fortemente o uso de antibióticos como melhoradores de desempenho visando ao controle da resistência antimicrobiana. O consumidor deseja alimentos que sejam percebidos por ele como saudáveis, movido pela rápida e poderosa comunicação via redes sociais, mesmo que o conceito de “saudável” não leve em consideração uma análise técnica mais aprofundada.  

A União Europeia já baniu o uso dessas substâncias da produção animal, apontando-as como uma das causas ao aparecimento da resistência. Os EUA seguem caminho semelhante, mesmo não havendo consenso entre a comunidade cientifica de que o uso de promotores de crescimento nas criações animais é responsável pelo aparecimento da resistência. Uma hipótese mais concreta reside no uso indiscriminado e de longa duração em hospitais humanos.

Aqui no Brasil a demanda por esse tipo de criação já é expressiva, representando cerca de 15% da criação industrial de aves no país. Esse é um nicho crescente que tem sido cada vez mais explorado, mesmo levando em consideração uma possível queda do desempenho zootécnico.

Para atender à demanda em ascensão da criação avícola sem aditivos melhoradores de desempenho, o mercado oferece alternativas por meio de uma grande variedade de produtos que prometem manter o desempenho zootécnico sem apresentar “riscos” à saúde pública. Enzimas, probióticos, ácidos orgânicos e extratos vegetais são alguns exemplos de aditivos que se utilizados conforme um protocolo pré-estabelecido a cada situação e empresa, aliado às Boas Práticas de Fabricação de toda a cadeia envolvida, podem garantir excelentes resultados.  

As enzimas são substâncias que possuem como principais funções a redução da viscosidade da dieta causada por fibras solúveis, a liberação de nutrientes indisponíveis através do rompimento de paredes celulares dos ingredientes da ração e a degradação de fatores antinutricionais como os inibidores de proteases e fitatos. Melhorando a viscosidade da dieta é possível melhorar a qualidade intestinal das aves e reduzir os desafios entéricos como as clostridioses.

Os probióticos possuem a capacidade de equilibrar a microbiota intestinal através da exclusão competitiva com as bactérias patogênicas. Podem ainda inibir o desenvolvimento dessas bactérias por meio da produção de substâncias bactericidas e a competição por nutrientes. Probióticos também são capazes de modular o sistema imune capacitando a ave a responder melhor em casos de desafios. Já os extratos vegetais possuem um efeito antimicrobiano graças ao seu potencial hidrofóbico, sendo capazes de se ligarem à membrana celular afetando a permeabilidade da membrana citoplasmática das bactérias.

Os ácidos orgânicos possuem a capacidade de reduzir o pH do trato gastrointestinal inibindo o desenvolvimento de microrganismos patogênicos como fungos e bactérias. Além disso, os ácidos orgânicos elevam a disponibilidade de nutrientes para as aves, controlam a proliferação de bactérias como Salmonella e E.coli e estimulam o crescimento das vilosidades intestinais.

Sabemos que o mundo está em constante mudança. E não seria diferente na nossa atividade. Nós, profissionais da avicultura, somos constantemente desafiados a apresentar os melhores resultados diante da exigência cada vez mais rigorosa dos consumidores e mercados importadores. Para isso, não poderemos nos limitar a raciocinar apenas no âmbito de produtos, mas sim expandir o raciocínio para programas de nutrição e saúde de uma forma holística, no conceito de “one health, uma saúde”. O sucesso do uso dos aditivos citados é multifatorial e as empresas que melhor se ajustarem a essa nova realidade serão as mais bem-sucedidas.

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