Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,58 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,42 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,31 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,53 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.286,52 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,92 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 172,37 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx

O crescente mercado de proteínas alternativas acaba de ganhar um aliado científico de peso para superar seu maior desafio: o realismo. Uma pesquisa pioneira conduzida pela Embrapa Agroindústria de Alimentos em parceria com o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) decodificou as propriedades essenciais de sete espécies de pescados de alto valor comercial, criando uma base de dados inédita para guiar o desenvolvimento de análogos à base de plantas (plant-based) e de carne cultivada (cell-based).

O estudo, coordenado pela pesquisadora da Embrapa Fabíola Fogaça, focou em espécies de grande preferência no Brasil, estabelecendo um verdadeiro “blueprint” sensorial e físico-químico. Foram detalhadamente caracterizadas as seguintes espécies:

Decodificando Sabor, Textura e Aparência

Para que um análogo de pescado convença o consumidor, ele precisa replicar a experiência do produto convencional. A pesquisa mensurou, de forma padronizada, atributos cruciais para essa fidelidade. Foi analisado o pH do músculo, que influencia diretamente o sabor e a vida útil do produto. O perfil de compostos aromáticos voláteis — a “impressão digital química” do cheiro de cada espécie — foi mapeado para reproduzir o aroma com precisão.

A aparência, um fator decisivo de compra, foi estudada através da coloração da carne, tanto crua quanto cozida. A textura, por sua vez, foi desvendada pela análise da microestrutura muscular. Com o uso de microscopia, os cientistas detalharam o tamanho e a espessura das fibras, explicando por que um salmão desfia em lascas e um camarão possui carne mais firme — informações essenciais para a indústria de análogos replicar a mesma sensação na boca.

De Dados Locais a uma Plataforma Global

Antes desta iniciativa, as informações sobre as características dos pescados estavam dispersas e haviam sido obtidas por métodos não comparáveis. A pesquisa soluciona esse problema ao unificar os dados em um repositório robusto e acessível. A base de dados brasileira foi integrada a plataformas internacionais mantidas pelo The Good Food Institute (GFI), o PISCES e o ATLAS, que funcionam como uma biblioteca aberta para acelerar a inovação no setor de seafood alternativo em escala global.

Além da base de dados, os resultados foram consolidados em uma publicação inédita, o “Catálogo de Caracterização do Pescado Marinho para a Indústria de Proteínas Alternativas”. Este guia prático serve como referência direta para startups e empresas que buscam desenvolver produtos como sushis veganos e salmão cultivado com maior grau de realismo. Com este conhecimento, a indústria tem agora uma base científica sólida para levar ao mercado análogos de pescado cada vez mais competitivos e fiéis aos originais.