Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,07 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,58 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,56 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,17 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,05 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 171,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 190,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 193,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,44 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.296,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.167,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 191,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 162,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 162,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 178,54 / cx

A avicultura brasileira enfrenta um final de fevereiro marcado por variações nos preços e preocupações com as ondas de calor. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado de frango e ovos apresenta dinâmicas distintas, com reflexos diretos na produção e na comercialização.

Frango: Variações Regionais e Demanda Externa Aquecida

Levantamentos do Cepea mostram que as cotações dos produtos de origem avícola registram movimentos distintos entre as praças acompanhadas. Em algumas regiões, o aumento da demanda no início do mês e a oferta limitada elevaram as médias mensais. Em outras, o enfraquecimento da procura no final do mês pressionou as cotações, anulando os ganhos do começo de fevereiro. No mercado de pintainho de corte, a forte demanda externa pela proteína brasileira garante alta nos preços.

Exportações recorde

Comparativo Semanal:

Na semana anterior, o frango inteiro resfriado era comercializado no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 8,36/kg, com leve retração de 0,4% em relação a janeiro. Apesar da ligeira baixa, o ritmo de vendas no atacado se manteve dentro da normalidade.

Ovos: Recordes e Alerta para Ondas de Calor

Os valores diários e as médias mensais dos ovos atingiram patamares recordes, em termos nominais. Em termos reais, os preços médios de fevereiro são recordes em Mirandópolis/Guararapes (SP) e na Grande Belo Horizonte (MG). Na segunda quinzena do mês, as vendas para o varejo desaceleraram, mas os estoques permanecem baixos. As cotações cederam em algumas regiões nesta semana. A quinta onda de calor prevista para os próximos dias acende um alerta para o setor, comprometendo o bem-estar das aves, a produção e a qualidade dos ovos.

Exportações recorde
Exportações recorde

Comparativo Semanal:

Levantamento do Cepea mostra que os preços dos ovos registraram fortes altas em fevereiro, alcançando patamares recordes, em termos reais, em diversas regiões. Entre 12 e 19 de fevereiro, as cotações do ovo branco avançaram 1,1% em Santa Maria de Jetibá (ES), para R$ 236,21. O produto vermelho aumentou 5% no mesmo período, a R$ 276,54/cx.

Perspectivas:

O cenário geral da avicultura brasileira aponta para um futuro com desafios e oportunidades. No mercado de frango, a demanda externa continuará impulsionando o setor, mas a atenção aos custos de produção e às flutuações do mercado interno será crucial. No setor de ovos, as ondas de calor exigirão investimentos em infraestrutura e manejo para garantir o bem-estar das aves e a manutenção da produção. A busca por tecnologias que amenizem os efeitos do calor e a competitividade da carne de frango frente a outras proteínas serão fatores determinantes para o sucesso do setor.

Fatores que influenciam o mercado:

Aquicultura: crescimento recorde em 2024, impulsionada pela tilápia

Exportações recorde

A aquicultura brasileira vive um momento de expansão notável, com a produção de pescado atingindo um patamar histórico em 2024. Segundo dados do Anuário da Piscicultura 2025, o setor registrou um crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior, totalizando 968.745 toneladas produzidas.

O grande destaque desse crescimento foi a tilápia, que apresentou um aumento expressivo de 14,36% na produção, alcançando a marca de 662.230 toneladas. Outras espécies também contribuíram para o resultado positivo, com um crescimento de 7,5% na produção. No entanto, a produção de peixes nativos registrou uma leve queda de 1,8%. Apesar disso, a alta nos preços garantiu a lucratividade dos piscicultores.

Maior produção em 10 anos e aumento do consumo interno

O cultivo de peixes em 2024 foi o maior dos últimos 10 anos, com um crescimento total de 51,8%. O presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, atribui esse resultado ao aumento da demanda interna. “Definitivamente, o brasileiro aprendeu a apreciar nossos peixes. Assim como na parte norte do país, a tilápia assumiu relevância indiscutível no centro-sul, tornando-se presença semanal no prato e na alimentação das famílias brasileiras. Essa consistência da demanda é um ingrediente essencial para o contínuo aumento da produção dessa proteína animal que mais cresceu na última década”, afirmou Medeiros.

O Anuário da Piscicultura 2025 reforça o potencial da piscicultura brasileira e sua importância para a segurança alimentar do país.

Exportações recorde

Perspectivas:

O setor da aquicultura brasileira demonstra um forte potencial de crescimento, impulsionado pela demanda interna e pela produção eficiente de tilápia. A tendência é de que o consumo de pescado continue aumentando, impulsionado pela busca por alimentos saudáveis e pela crescente valorização da culinária brasileira. O setor deve continuar investindo em tecnologia e sustentabilidade para garantir o crescimento contínuo e a competitividade no mercado global.

Fatores que influenciam o mercado:

Grãos: Soja, Milho e Trigo com dinâmicas distintas em fechamento de fevereiro

Exportações recorde

O mercado de grãos no Brasil apresenta um cenário diversificado no encerramento de fevereiro, com a soja em compasso de espera, o milho em ascensão e o trigo mantendo a tendência de alta. Produtores e compradores adotam posturas cautelosas, refletindo as incertezas climáticas e as expectativas de oferta.

Soja: produtores cautelosos e compradores expectantes

Produtores brasileiros, focados na colheita da soja, demonstram cautela nas negociações, aguardando definições sobre a tendência de preços. A incerteza se deve às condições climáticas adversas na Argentina e no Paraguai, que podem impactar a oferta e favorecer as vendas brasileiras. Compradores, por sua vez, adquirem pequenos volumes para suprir necessidades imediatas, na expectativa de melhores oportunidades com a safra recorde no Brasil.

Confira os valores da soja (27/02):

Milho: alta impulsionada pela menor disponibilidade e demanda aquecida

Os preços do milho registraram altas expressivas na última semana, impulsionadas pela menor disponibilidade do cereal no mercado spot e pelo aumento do interesse dos compradores. Vendedores, atentos às valorizações e à demanda aquecida, retraem-se do mercado, enquanto os consumidores enfrentam dificuldades para recompor seus estoques. A colheita da safra de verão avança, favorecida pelo clima seco e quente.

Trigo: dificuldades de aquisição e expectativas de alta

Os preços do trigo em grão seguem em alta no Brasil, com compradores enfrentando dificuldades para encontrar cereal de qualidade no mercado spot e priorizando aquisições externas. Vendedores, com estoques baixos, aguardam novas valorizações. As negociações de trigo de qualidade superior estão limitadas. No campo, os produtores iniciam o planejamento da nova safra, com dados oficiais apontando redução de área, mas expectativa de aumento de produtividade.

Confira os valores do trigo (27/02):

Perspectivas:

A soja se encontra em um momento de expectativa, com produtores e compradores aguardando definições climáticas e de oferta que influenciarão as negociações; o milho mantém sua trajetória de alta, impulsionado pela demanda aquecida e pela menor disponibilidade no mercado, enquanto a colheita da safra de verão avança; e o trigo segue em tendência de alta, com dificuldades de aquisição no mercado interno e a expectativa de novas valorizações, refletindo a entressafra e a busca por grãos de qualidade superior.

Fatores que influenciam o mercado: