Apesar da inexistência de focos em suínos, a febre aftosa continua a atrapalhar exportações brasileiras.
Aftosa barra carne suína brasileira

O Brasil poderia triplicar as exportações de carne suína até 2015 se as barreiras sanitárias contra o produto nacional fossem gradualmente desmanteladas, diz a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).
Segundo Rui Vargas, diretor de Mercado Externo da Abipecs, no campo sanitário, a existência de casos de febre aftosa no País ainda é o maior entrave para a conquista de novos mercados, mesmo que apenas em bovinos. “A febre aftosa é um dos pilares da dificuldade que temos para acessar novos mercados”, diz. “Apesar de não termos nenhum foco primário em suínos há anos, a presença da doença em bovinos prejudica nossas exportações”, diz.
Atualmente 60% das exportações brasileiras estão concentrados em dois mercados, Rússia e Hong Kong, os únicos da lista dos maiores importadores de carne suína do mercado mundial que não oferecem restrições a compras de países que registram febre aftosa.
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Vargas explica que mercados como o da Coreia do Sul e Japão exigem carne proveniente de animais tratados sem vacinação. Para ele, a bovinocultura, que se utiliza da vacina contra aftosa como método de prevenção, acaba se tornando um marketing negativo para a carne suína. “Temos um produto totalmente seguro. Temos suínos sem vacinação em Santa Catarina. Mas a febre aftosa em bovinos continua a prejudicar nossa imagem”, afirma.
PSC – Para Rui Vargas, os focos de Peste Suína Clássica (PSC), identificados nas regiões Norte e Nordeste do País, ao contrário da aftosa, não prejudicam a imagem do produto nacional. “Não existe fluxo de produtos provenientes destas regiões no Sul e Sudeste. Este fluxo é totalmente inverso [do Sul para o Norte]”, explica. “Trabalhamos bem a imagem do Brasil regionalizado, por isso o Nordeste não seria um fator de risco para nossas exportações”, avalia.





















