Biosseguridade, vacinação, diagnóstico e vigilância genômica são fundamentais para reduzir os impactos sanitários e produtivos das doenças respiratórias em suínos
Síndromes respiratórias exigem vigilância integrada na suinocultura

As doenças respiratórias estão entre os principais desafios sanitários e econômicos da suinocultura. Reunidas no chamado Complexo das Doenças Respiratórias dos Suínos (CDRS), elas envolvem diferentes agentes virais e bacterianos que podem atuar simultaneamente e agravar os sinais clínicos, comprometer o desempenho zootécnico e elevar os custos de produção. Entre os impactos estão redução do ganho médio diário, piora da conversão alimentar, aumento de refugo e mortalidade, atrasos de lote e maior uso de antimicrobianos.
Entre os agentes de maior relevância estão o vírus da Influenza A, o circovírus suíno tipo 2 (PCV2), Mycoplasma hyopneumoniae, Actinobacillus pleuropneumoniae, Glaesserella parasuis, Pasteurella multocida e Streptococcus suis. A ocorrência e a gravidade dos quadros estão relacionadas também às condições de produção, como ventilação, densidade, mistura de lotes e movimentação de animais.
Nesse cenário, a biosseguridade ocupa posição central. Quarentena de animais de reposição, controle de trânsito, sistema “tudo dentro/tudo fora”, limpeza e desinfecção, controle de pessoas e veículos, qualidade da ambiência e programas vacinais adequados são medidas que contribuem para a estabilidade sanitária e para maior previsibilidade dos resultados produtivos.
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O controle das doenças respiratórias também passa pelo diagnóstico e pelo acompanhamento sistemático dos indicadores do rebanho. A observação de tosse, ganho médio diário, consumo e conversão alimentar pode ajudar a identificar alterações precoces. A avaliação de lesões pulmonares e pleurais no abate, associada a exames laboratoriais como PCR e RT-qPCR, amplia a capacidade de identificar os agentes envolvidos e orientar as intervenções.
A abordagem de Saúde Única acrescenta uma dimensão estratégica à vigilância. Segundo Fernando Rosado Spilki, da Universidade Feevale e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vigilância Genômica de Vírus e Saúde Única (INCT-One), a integração entre saúde animal, humana e ambiental é especialmente importante diante da circulação de agentes respiratórios e do potencial de transmissão entre espécies. Ferramentas de sequenciamento genômico e metagenômica permitem acompanhar vírus e bactérias, identificar linhagens e coinfecções e apoiar decisões relacionadas à vacinação e à biosseguridade.
Na reportagem completa da Suinocultura Industrial, Fernando Rosado Spilki apresenta um panorama das principais doenças respiratórias que afetam os suínos, os impactos sobre produtividade e bem-estar, os desafios de diagnóstico e vacinação e o papel da vigilância genômica na prevenção.
Boa leitura.
























