Para o governo brasileiro, negociações estão avançando para voltar a liberar as exportações de produtos da avicultura para o país asiático e outros mercados
China deve dar resposta sobre embargo devido à Doença de Newcastle em até 15 dias

A China deve levar de 10 a 15 dias para responder sobre a retomada das compras de carne de frango do Brasil, suspensas devido a um foco de doença de Newcastle no Rio Grande do Sul. O Ministério da Agricultura brasileiro, representado pelo secretário Roberto Perosa, informou que houve avanço nas negociações para a liberação dos embarques.
O governo brasileiro anunciou a suspensão temporária das exportações na última sexta-feira (19/7) para a China e outros 43 mercados, o que causou uma queda nas ações de frigoríficos brasileiros. Perosa detalhou que já foram realizadas duas reuniões online com autoridades chinesas e que a resposta final deve ocorrer dentro de 10 a 15 dias após a apresentação das medidas de controle adotadas.
Em relação à União Europeia, a restrição de embarques atualmente afeta apenas o produto do Rio Grande do Sul. Nos próximos dias, a área do embargo deverá se limitar a um raio de 10 quilômetros ao redor do município de Anta Gorda, onde foi identificado o único caso da doença.
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O ministro Carlos Fávaro, presente na reunião do Conselho Superior de Agronegócios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag/Fiesp), afirmou que a situação está sob controle e que o governo está tomando medidas rigorosas e transparentes para garantir a segurança dos compradores e manter a reputação do mercado brasileiro.
Fávaro comparou a situação atual com o caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) registrado no ano passado, que teve uma resolução rápida, e ressaltou que a contenção dos embargos e a repactuação dos protocolos com importadores são possíveis.
Enquanto o monitoramento e a coleta de amostras continuam no Brasil, a pasta está em contato com adidos e embaixadas dos cinco principais países compradores de carne de frango. A estratégia é reverter as restrições e abrir novamente os mercados, demonstrando que a situação está controlada.





















