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Fracassa tentativa do Brasil de fabricar vacina contra o vírus da gripe aviária

A cepa, enviada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrou-se ineficaz, disse ontem o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa.

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Redação AI (28/08/06)- A primeira tentativa do Brasil de fabricar vacina contra o vírus H5N1, causador da gripe aviária, foi frustrada. A cepa, enviada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrou-se ineficaz, disse ontem o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa. A produção piloto de 20 mil doses já deveria ter sido concluída, mas testes realizados em seres humanos demonstraram que a resposta imunológica foi insuficiente para proteger o organismo da ação do vírus.

O Brasil, porém, não desistiu. Responsável pela fabricação, o Instituto Butantã já aguarda uma nova cepa para recomeçar os trabalhos, que deverão ser concluídos até o fim do ano. “Os testes revelaram que a quantidade de anticorpos produzidos pela vacina foi insuficiente”, disse ontem o secretário, no Riocentro, onde participa do 11 Congresso Mundial de Saúde Pública. Por causa do problema apresentado, a nova tentativa vai ser feita com a inclusão de adjuvante na vacina, ou seja, substância que tem a capacidade de aumentar o efeito protetor do imunizante.

Segundo Barbosa, se o Brasil, que já foi incluído pela OMS no circuito internacional de produtores de vacinas contra o H5N1, conseguir desta vez desenvolver um imunizante eficaz, as 20 mil primeiras doses anteriores ao processo de produção em larga escola não serão administradas na população. “É tudo para testes, para aprender como é o processo de fabricação deste tipo de vacina”, disse. O projeto de produção da vacina, hoje em curso no Butantã, será transferido para uma nova fábrica dentro da instituição, a ser concluída até o meio do ano que vem, informou. Perguntado sobre a possibilidade de a gripe aviária chegar ao País em setembro, como já foi aventado, Barbosa repetiu uma declaração citada muitas vezes desde o alastramento da doença na China. “Não se pode dizer que é impossível”. Explicou que a previsão deve ter sido feita com base no fluxo de aves migratórias no País, que vai de setembro a janeiro. “Com base nisso poderia chutar e dizer que poderia chegar em qualquer mês dentro deste período”, ironizou, observando que a Europa ocidental mostrou, por meio de um trabalho de contenção eficaz, que a chegada de uma ave com o vírus H5N1 ao País não é, necessariamente, um risco à saúde pública.

O secretário ressaltou que as aves que chegam ao Brasil migram de lugares ainda não atingidos pela gripe aviária, ou seja, Canadá, Estados Unidos e Pólo Sul. De qualquer maneira, o ministério faz um trabalho de prevenção nos pontos de pouso existentes em todas as regiões brasileiras, realizando coletas de sangue e monitoramento. Esta vigilância, afirmou, será ampliada, incluindo uma ação conjunta com o Ministério da Agricultura e também com autoridades e a comunidade que vive no entorno das áreas onde há a migração. Além disso, uma parceria com Associação Brasileira de Zoológicos vai iniciar um trabalho educativo dentro das instituições para alertar sobre a doença.

Na nova unidade do Instituto Butantã, será produzido também o imunizante contra a influenza sazonal, atualmente importado da França. Com isso, o Brasil, que hoje usa, anualmente, em torno de 20 milhões de doses de vacina contra a gripe, não só conquistará a autonomia como poderá exportá-la para os países da América Latina ainda não alcançados pela multinacional francesa que exporta para o Brasil. “Vamos fazer isso por meio de um processo de transferência de tecnologia que já foi iniciado”, disse. A fábrica terá capacidade para produzir 40 milhões de doses, mas, a partir do uso de adjuvantes na vacina, meia-dose será suficiente para se atingir o efeito necessário.

“Com isso, dobraríamos a disponibilidade de doses”, detalhou Barbosa, informando que a unidade a ser inaugurada no Instituto Butantã é a primeira fábrica do mundo com capacidade para produzir vacina contra influenza sazonal fora do circuito de países desenvolvidos. “Atualmente, existem apenas oito produtores no mundo”. Barbosa acrescentou que, a partir da construção da nova fábrica, será possível ampliar a administração da vacina contra gripe sazonal, hoje aplicada gratuitamente em idosos e pessoas com doenças crônicas, durante a campanha nacional promovida pelo Ministério da Saúde. “Poderemos incluir crianças portadoras de doenças respiratórias”.

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