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Italiana Amadori dribla crise da gripe aviária

Amadori comemora o crescimento de 7% nas vendas de produtos à base de carne de aves, enquanto na Itália o segmento registrou retração após o surgimento de casos do vírus da gripe aviária.

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Redação (27/09/06)– A italiana Amadori Gersco Società Cooperativa Agrícola atua no mercado de aves desde a década de 30. Segundo maior frigorífico de aves e dona da principal marca de produtos não-transgênicos de seu país, a Amadori comemora o crescimento de 7% nas vendas de produtos à base de carne de aves, enquanto na Itália o segmento registrou retração após o surgimento de casos do vírus da gripe aviária.

Em fevereiro, a descoberta de cisnes com o virus H5N1 no sul do país levou o mercado consumidor a reduzir as compras de carnes de aves em 30%. Para crescer, a estratégia da empresa – sediada no distrito de San Vittore, em Cesena (a 70 quilômetros de Bolonha, no norte italiano) e que emprega 6,8 mil pessoas – levou em conta gostos e preocupações dos europeus.

O grupo reforçou as ações de marketing para incrementar as vendas de carnes não-transgênicas (produzidas com ração sem ingredientes geneticamente modificados) e de frango campestre (criado ao ar livre). “A adoção de linhas de produtos diferenciadas e a divulgação de informações claras sobre o processo produtivo ofereceram ao consumidor mais confiança sobre nossos produtos”, afirmou Luigi Paravella, diretor de marketing da Amadori.

Uma das ações de marketing da Amadori consiste no slogan “10 e mais”, em que a empresa informa aos clientes dez critérios de produção. Os critérios incluem o uso de ração não-transgênica, a produção de animais sem uso de antibióticos e hormônios de crescimento, produção estritamente nacional e rastreabilidade dos animais. As campanhas publicitárias trazem como garoto-propaganda o próprio Francesco Amadori. Conhecido na Itália, ele encerra os comerciais com a frase “palavra de Amadori”, reforçando também a veia familiar do grupo.

Paravella diz que as vendas de aves e derivados já se normalizaram e a expectativa para este ano é que o consumo per capita fique em 19 quilos. Em 2005, o consumo per capita na Itália caiu de 18,4 para 16,6 quilos por ano de frango. Mas no período em que surgiu o caso de influenza, as vendas chegaram a recuar 40%.

A aposta mais forte da empresa tem sido na produção de frangos criados ao ar livre em uma de suas fazendas. A linha foi criada em 2003 e hoje responde por 4% das vendas da empresa na Itália. Paravella diz que as vendas cresceram principalmente depois dos surtos de gripe aviária.

A empresa é verticalizada e cuida desde a incubação dos ovos até a entrega dos produtos resfriados em 20 mil pontos de vendas na Itália e em outros países da Europa. O grupo mantém produção própria de frangos, perus e suínos, com sete incubatórios, cinco granjas, cinco unidades de abate e outras sete de processamento. Em 2005, faturou 776 milhões de euros, e espera manter o ritmo de avanço próximo a 7%.

Em suas fazendas, a Amadori produz 109 milhões de frangos, 7 milhões de perus e 250 mil porcos. O processamento de carnes é de 350 mil toneladas por ano. Desse total, 40% é vendido com a marca Amadori e o restante é comercializado para marcas próprias. A empresa detém 30,3% de participação no mercado italiano. O grupo também exporta em torno de 10% da produção a países da Europa. Apenas a carne bovina é importada – do Brasil e da Argentina. Mas a empresa garante que o gado é criado a pasto e sem utilização de hormônios e antibióticos.

Francesco Amadori não quis dar entrevistas, mas questionou a atual situação da produção brasileira de soja. Isso porque a ração que utiliza para alimentar aves e suínos é produzida a partir de soja não-transgênica importada do país. A Itália importa quase toda a soja que consome para ração. Hoje, 12% dessas importações são feitas pela Agrenco, que compra 3 milhões de toneladas do Brasil por ano para atender a este pais – 78% de soja convencional.

O avanço da soja transgênica e a produção do grão na Amazônia preocupam o grupo italiano. “Atendemos a um público que exige qualidade. Não queremos associar a marca a uma matéria-prima que afeta o meio ambiente”, disse Amadori. Hoje o grupo trabalha com duas espécies de frango, que são abatidos entre 42 e 60 dias de vida, gerando aves de diferentes tamanhos e sabores – que variam conforme a alimentação dada (à base de soja, milho e trigo, em diferentes quantidades).

 

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