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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.284,93 / t
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Brasil informa UE como cumprirá exigências fitossanitárias

O governo brasileiro informou à União Européia (UE) como pretende cumprir as exigências fitossanitárias impostas por Bruxelas às exportações de carnes, principalmente diante das suspeitas que surgiram após o registro de aftosa no País.

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Redação (07/12/06)  – O documento será avaliado em Bruxelas que, em fevereiro de 2007, promoverá uma visita de inspetores para comprovar se o Brasil de fato cumpriu o que prometeu. O Brasil e a União Européia vem mantendo uma batalha diplomática em torno do comércio de alimentos. Em declarações à Agência Estado, a UE deixou claro que ainda avalia a possibilidade de impor restrições para carne de porco, carneiro e ovelha do Brasil. O leite também estaria no agenda da Europa.

O documento enviado a Bruxelas há poucos dias se refere às recomendações que os europeus fizeram ao Brasil depois de visitar o País em setembro. A missão foi organizada diante das notícias de um eventual surto de aftosa em São Paulo. Os europeus mantêm um embargo contra três estados brasileiros – Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo – e o novo surto poderia ampliar o período de imposição das restrições.

Apesar de a viagem ter sido concluída sem um resultado negativo para o Brasil, os europeus fizeram questão de propor novas medidas de controle. Uma delas foi a de pedir ao governo que revisasse suas diretrizes sobre o que deveria ser feito quando há um rumor de surto de aftosa. Outra medida é a de treinar inspetores e de realizar uma avaliação sobre o sistema laboratorial do País.

O governo, em sua proposta, mostrou que as normas e diretrizes estão sendo revistas por um grupo de trabalho e apontou que o novo treinamento de inspetores da vigilância sanitária deverá ocorrer nos próximos meses.

A visita que ocorrerá ao País nos primeiros meses do próximo ano, portanto, será fundamental para que a Europa decida como irá tratar as carnes brasileiras e, principalmente, se o embargo imposto aos três estados será levantado.

Certos países, como a Irlanda, e produtores de alguns setores, insistem que o Brasil deve ser punido por não adotar as normas européias em termos de controle sanitário. Uma das últimas decisões da Europa foi a de colocar novas exigências para que os pescados exportados pelo Brasil pudessem entrar na UE.

Se no setor da carne a Europa não dá sinais de que irá facilitar a vida do Brasil, Bruxelas iniciou hoje sua primeira revisão de seus mecanismos de defesa comercial dos últimos dez anos e que poderão dificultar a aplicação de medidas antidumping pelos europeus contra produtos importados.

Mandelson abriu um debate que durará até março sobre como devem ser reformadas as leis de antidumping e salvaguardas. Pela proposta da UE, ficaria mais difícil para as empresas pedir essas proteções. Mandelson, cansado de enfrentar protestos de protecionistas europeus por mais barreiras, quer que consumidores e importadores também sejam ouvidos no processo.

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