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A vacinação pode evitar a Influenza Aviária?

Cientistas, políticos e outros profissionais da área de saúde animal discutiram em Verona, na Itália, o papel da vacinação avícola para o controle da Influenza Aviária.

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Redação AI (10/05/07) – Após dois dias de debates, a maioria dos especialistas concluiu com um cauteloso “sim”, deixando bem claro que a vacinação não deve ser o único método de controle para a doença.

Quatrocentos especialistas do mundo todo em Influenza Aviária encontraram-se entre os dias 20 e 22 de março, na cidade italiana de Verona, para a conferência Vacinação: uma ferramenta para o controle da Influenza Aviária. O encontro foi organizado em conjunto pela OIE, FAO e o Instituto Zooprofilático Experimental de Veneza (IZSVe), com apoio da Comissão Européia.

A vacinação contra a Influenza Aviária (IA) foi muito utilizada no mundo na década de 1980 e no início da de 1990, embora haja controvérsias sobre a sua aplicação. Na seqüência, a avicultura mundial obedeceu a uma política geral contra a vacinação, o que resultou em alguns surtos da doença no início deste novo século. Com tantas situações emergenciais, e recentes, provocadas pela Influenza Aviária na avicultura, a comunidade internacional de saúde animal voltou a considerar o uso da vacinação como método para controlar uma possível pandemia.

A experiência da vacinação

O local da conferência não foi escolhido aleatoriamente. A Itália foi alvo de recentes focos de IA como o caso do plantel de perus no ano passado. A Dra. Ilaria Cápua, do IZSVe, lembrou durante o encontro que a vacinação contra a doença é uma ferramenta importante para o seu controle. “A vacinação pode aumentar a resistência das aves para infecções e reduzir a disseminação do vírus”, disse. “É importante reconhecer também que a vacinação não previne necessariamente a infecção. As aves vacinadas e plantéis já infectados podem servir de fonte para a perpetuação das infecções”. 

Para reduzir a transmissão da IA e o número de infecções, a Dra. Cápua destacou que  é essencial que a vacinação seja implementada para permitir a diferenciação entre “infectadas” e “aves vacinadas”. “Isto requer um monitoriamente pós-vacinal, para indentificar as aves vacinadas daquelas que foram expostas ao vírus”, resumiu.

No entanto, favoráveis à vacinação, grande parte dos especialistas presentes no evento concordou que a vacina não deve ser o único método de controle para a Influenza Aviária. “Outras medidas de controle devem ser utilizadas como a biosseguridade nas granjas e o monitoramento periódico para IA”, enfatizou Joseph Domenech, chefe do Escritório Veterinário da FAO. “O uso da vacinação dependerá das circunstâncias do local onde a doença for registrada e oferecer riscos de uma disseminação desenfreada”, disse. “A combinação entre vacinação e seleção de plantéis infectados é uma estratégia de controle para regiões onde a doença se manifesta de forma isolada ou em aves silvestres”.

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