Balança comercial brasileira registra melhor resultado mensal do ano. Principais commodities agrícolas exportadas tiveram desempenho positivo.
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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou hoje a Balança Comercial Brasileira referente no mês de maio. Segundo os dados, o Brasil registrou superávit de 3,4 bilhões de dólares em maio, o melhor resultado mensal do ano de 2010. O aumento considerável nas exportações motivou o governo a revisar a meta de vendas para este ano de 168 para 180 bilhões de dólares.
O saldo é 31% superior ao registrado em maio de 2009, quando chegou a 2,6 bilhões de dólares. As exportações do mês somaram 17,7 bilhões de dólares. Já as importações atingiram 14,2 bilhões de dólares.
Nas principais commodities agrícolas exportadas pelo Brasil, o resultado foi positivo para a maior parte dos produtos, na comparação com maio do ano passado.
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Apesar da crise na Europa, as exportacoes brasileiras de café apresentaram estabilidade nos embarques. O volume exportado aumentou cerca de 2% no período. Já o faturamento dos exportadores subiu mais, passando dos 320 milhões de dólares.
Resultado semelhante foi obtido pelo exportadores de soja, o principal produto da pauta de vendas externas do Brasil, que obteve aumento de mais de 21% no volume embarcado e na receita. A carne de frango, que vem registrando queda nos embarques para a União Europeia, continuou com resultado geral positivo. O volume aumentou quase 10% no mês passado. A receita dos exportadores teve alta de quase 23,5%.
Já as exportações de carne suína em maio tiveram queda de 15,5% por cento na quantidade embarcada para o exterior, mas o setor faturou 14% mais na comparação com maio de 2009.
O setor de suco de laranja também teve resultado negativo. Uma queda de quase 7% no volume e de mais de 23% no faturamento. No setor de açúcar, somando o bruto e o refinado, o volume exportado teve queda de pouco mais de 1%. Mas a receita subiu quase 50%. Outro destaque de perdas foram as exportações de algodão. O volume embarcado caiu mais de 66%. A receita em dolares teve queda próxima dos 60%.
“Desse aumento que tivemos no início destes meses, 50% foi relacionado ao aumento de preços de minério de ferro, petróleo e soja. Há uma preocupação em relação à dependência dos preços dos mercados internacionais. Uma queda teria um impacto bastante negativo na balança comercial brasileira”, afirmou Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério.





















