O vice-presidente Alckmin afirma que o acordo Mercosul-UE está ‘bem encaminhado’ e representa um marco no comércio
Alckmin garante que acordo Mercosul-UE está “Bem Encaminhado” e será o maior do mundo

Em meio a um cenário global marcado por tensões geopolíticas e recrudescimento do protecionismo, evidenciado pela recente ofensiva dos EUA contra frigoríficos, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, adotou um tom de otimismo pragmático nesta terça-feira (06).
Após divulgar os resultados da balança comercial de 2025, Alckmin afirmou que o histórico acordo entre Mercosul e União Europeia está “bem encaminhado” e deve se consolidar como o maior tratado de livre comércio do mundo.
“Quero reiterar que estamos otimistas. É muito importante para o comércio global que, no momento de guerras, conflitos e geopolítica instável, fechemos esse acordo”, declarou o vice-presidente. A expectativa do governo é que a assinatura ocorra em fevereiro. No entanto, Alckmin reconheceu que a tinta na caneta é apenas o começo de uma longa maratona burocrática.
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Para o agronegócio e a indústria nacional, a concretização deste tratado representa uma blindagem estratégica vital. A abertura do mercado europeu é vista como a peça que falta para equilibrar a balança comercial, reduzindo a dependência excessiva das exportações para a China e amortecendo possíveis choques nas relações com os Estados Unidos, um risco que se tornou palpável nesta semana com as investigações antitruste anunciadas por Donald Trump.
Além de zerar tarifas para produtos de alto valor agregado, o acordo estabelece um arcabouço jurídico estável que pode atrair investimentos europeus em tecnologia verde e bioeconomia para o Brasil.
Após a assinatura, o texto precisará ser ratificado pelo Congresso Nacional no Brasil. Na Europa, o trâmite é ainda mais complexo, exigindo aprovação do Conselho Europeu, do Parlamento Europeu e, posteriormente, a ratificação individual pelos parlamentos dos 27 países-membros. A fala de Alckmin serve como uma sinalização de que o Brasil aposta no multilateralismo como vacina contra a volatilidade de parceiros comerciais instáveis.
Referência: Agro Estadão





















