BMPA critica a proposta do governo do Reino Unido de eliminar em três anos o atordoamento com dióxido de carbono sem que haja alternativa viável
Processadores britânicos alertam que proibir o CO₂ no abate de suínos ameaça a segurança alimentar

A Associação Britânica de Processadores de Carne (BMPA) alertou que a proposta do Ministério do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra) de proibir o atordoamento de suínos com dióxido de carbono (CO₂) nos frigoríficos pode prejudicar a segurança alimentar do país. Segundo a entidade, o governo propõe uma mudança drástica sem antes verificar se existem alternativas viáveis que melhorem o bem-estar animal e mantenham a capacidade da indústria.
“Apoiamos totalmente a melhoria do bem-estar animal, mas o Defra deveria ter encomendado a pesquisa necessária antes de lançar esta consulta. Atualmente, não existe uma alternativa comprovada e comercialmente viável ao CO₂ que possa manter a produção exigida pelos processadores de suínos britânicos”, afirma o diretor executivo da BMPA, John Powell.
Risco de mais importações
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Powell reforçou a preocupação já manifestada pela Associação de Fornecedores Independentes de Carne (AIMS): como a União Europeia não pretende proibir o CO₂, a medida deixaria o Reino Unido vulnerável a importações mais baratas do bloco. Segundo ele, sem uma alternativa, o país corre o risco de reduzir a capacidade de abate, prejudicar a suinocultura britânica e depender mais de carne suína importada de países que continuam usando o método.
O dirigente também se disse surpreso com a consulta pública num momento em que o Reino Unido está perto de fechar um acordo sanitário (SPS) com a UE, que deve melhorar a competitividade do setor. Para ele, uma proibição exclusiva no Reino Unido teria o efeito contrário.
Fornecimento de CO₂
A BMPA também contesta o argumento do Defra de que problemas no fornecimento de CO₂ justificariam a eliminação gradual em três anos. Segundo a entidade, apesar de aumentos modestos de preço ligados ao conflito com o Irã, o abastecimento do setor não foi interrompido, e o gás representa uma parcela pequena do custo de produção.
Powell defende uma avaliação completa das consequências sociais, econômicas e práticas antes de qualquer decisão. Se as pesquisas apontarem uma alternativa melhor e viável, afirma, a indústria vai precisar de um período de transição realista para investir e se adaptar.
Com informações da Pig World
























