O consumo continua a subir na Ásia, onde tradicionalmente é a opção mais barata para mercados emergentes
Carvão é combustível mais caro do mundo após colapso do petróleo

O carvão, a opção mais poluente e geralmente a mais barata para geração de energia, é agora o combustível fóssil mais caro do mundo.
Com o colapso do petróleo no mês passado, o preço de referência global da commodity agora está abaixo do contrato de carvão mais negociado em termos de energia equivalente, segundo cálculos da Bloomberg. O carvão de Newcastle da Austrália negociado na ICE Futures Europe fechou em US$ 66,85 a tonelada na sexta-feira, o equivalente a US$ 27,36 por barril de petróleo. Os contratos futuros Brent encerraram em US$ 26,98 o barril.
Embora o uso de carvão nos EUA e na Europa tenha diminuído devido à queda do custo do gás natural e de energias renováveis, bem como pela estabilização do crescimento da demanda por energia, o consumo continua a subir na Ásia, onde tradicionalmente é a opção mais barata para mercados emergentes que dependem do produto. O carvão é também o combustível fóssil mais poluente: emite cerca de duas vezes mais dióxido de carbono do que o gás natural e 30% mais do que a gasolina quando queimado.
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O novo ranking de preços, que reflete mais a queda das cotações do petróleo do que o aumento da demanda por carvão, deve ser sustentado para incentivar o fechamento de usinas e redução de investimentos em carvão. A curto prazo, o uso de carvão no Japão poderia cair marginalmente em meados do ano em favor do GNL mais barato, segundo o Goldman Sachs.
O carvão de Newcastle, que é precificado no principal porto de carregamento da Austrália, já tem sido negociado em uma base equivalente a energia acima do marcador Japão-Coreia, a referência para o gás natural liquefeito na Ásia, durante a maior parte deste ano.





















