Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,24 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,57 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,15 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,16 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,29 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 171,75 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 198,74 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.284,93 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.152,68 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 198,34 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 175,29 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 177,24 / cx
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Qualidade e sustentabilidade no agro – por José Otavio Menten

Uma avaliação positiva da qualidade de diversos alimentos produzidos no Brasil foi apresentada pelo Ministério da Agricultura no começo desse ano.

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Qualidade e sustentabilidade no agro – por José Otavio Menten

Uma avaliação positiva da qualidade de diversos alimentos produzidos no Brasil foi apresentada pelo Ministério da Agricultura no começo desse ano (07/01/2013). Sem grande repercussão na mídia, foi divulgada a presença de resíduos de defensivos agrícolas e contaminantes (microtoxinas e microrganismos patogênicos) presentes em 1.047 amostras de 24 espécies cultivadas na safra 2.011/12. A maioria das amostras estava dentro dos padrões de qualidade. Isto significa que está havendo um monitoramento sistemático de nossa produção e que os alimentos consumidos pelos brasileiros, e os exportados, são saudáveis. É importante que o mundo saiba que os produtores brasileiros estão focados na qualidade e que existe um esforço para seu aprimoramento constante. As instituições de ensino preparam os futuros profissionais para que as boas práticas agrícolas sejam cada vez mais consideradas nos currículos escolares e incorporadas pelos nossos técnicos do agro. A pesquisa e a extensão rural têm priorizado a qualidade. O setor está acompanhando, com preocupação, o embargo da carne bovina brasileira por diversos países, por razões sem consistência técnico-científica. Há pouco tempo tivemos problema com a exportação de suco de laranja, quando foram utilizadas barreiras não-tarifárias para desqualificar nosso produto. É necessário que todo o agro esteja atento para produzir alimentos dentro da expectativa dos consumidores, tanto internos como externos (exportação). O Brasil é visto como a “fazenda do mundo”, o país que mais vai contribuir para atender a demanda crescente por alimentos. Mas não basta a quantidade produzida, é essencial qualidade.
 
Alimento seguro, saudável, é parte da segurança alimentar. O trabalho do Ministério da Agricultura mostrou que arroz, feijão trigo, milho, café, amendoim e castanha do Brasil apresentaram condição muito boa quanto a presença de microtoxinas, que são substâncias prejudiciais produzidas por fungos que podem se desenvolver nestes produtos. Salmonela, microrganismo patogênico que pode causar problemas intestinais, esteve presente em menos de 3 % das amostras de pimenta-do-reino analisadas. Resíduos de cerca de 200 defensivos agrícolas foram procurados em quase 1.000 amostras de alimentos. Nenhuma contaminação foi encontrada em abacaxi, alface, banana, batata, café, feijão, limão, soja e tomate. Número muito reduzido, dentro dos padrões internacionais, foram encontrados em arroz, maçã, mamão, melão e milho. Há necessidade de maior atenção em laranja, manga, morango, pêssego, pimentão, trigo e uva. As inconformidades encontradas podem ser devido à presença de resíduos acima do limite máximo permitido ou de defensivos não registrados/autorizados para a cultura. O trabalho desenvolvido pelo Ministério da Agricultura é rastreável. Os agricultores que produziram alimentos com algum problema são incluídos em Programas de Educação Sanitária, visando prepará-los melhor para que incorporem as boas práticas agrícolas e passem a produzir de acordo com os padrões exigidos.
 
Este trabalho consistente do Ministério da Agricultura, que já vem sendo desenvolvido há três anos, é uma demonstração clara de atitude transparente, pró-ativa, baseada em ciência e tecnologia, que contribui para o reconhecimento da qualidade da produção vegetal no Brasil. Diversos programas, privados e públicos, de qualidade da produção de alimentos estão em andamento, como a produção integrada, certificações etc. O objetivo é fazer com que os consumidores finais possam adquirir seus alimentos nos supermercados, varejões, feiras etc. despreocupados, confiando que estão levando alimentos saudáveis para suas residências. Alimentos que contribuem para o aumento da longevidade e da qualidade de vida de todos.

Por José Otavio Menten, Presidente do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Eng. Agrônomo, Mestre e Doutor em Agronomia, Pós-Doutorados em Manejo de Pragas e Biotecnologia, Professor Associado da USP/ESALQ.

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  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
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    R$ 122,81
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 129,24
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 9,64
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    Grande São Paulo (SP)
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    Grande São Paulo (SP)
    R$ 191,17
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    Vermelho
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    Bastos (SP)
    R$ 163,71
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    R$ 187,34
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  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,24
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  • Trigo Atacado - Regional
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  • Trigo Atacado - Regional
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    R$ 1.152,68
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  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 198,34
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
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  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 160,48
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