Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,07 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,58 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,56 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,17 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,05 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 171,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 190,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 193,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,44 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.296,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.167,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 191,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 162,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 162,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 178,54 / cx

Remoção de Nitrogênio em dejetos de suínos

Novos processos estão sendo desenvolvidos justamente para atender ao tratamento de efluentes com elevada concentração deste poluente.

Compartilhar essa notícia

Redação SI (21/02/06)-  A criação intensiva de suínos tem causado grandes problemas ambientais em algumas regiões do Brasil. Isto se deve a alta concentração de matéria orgânica e nutrientes nos dejetos de suínos que, quando não são corretamente manejados e tratados, podem causar grande impacto sobre a biota do solo e água. A produção e disposição destes dejetos em áreas onde não se tem uma demanda por nutrientes suficiente têm causado a lixiviação e percolação de dejetos, apresentando em determinadas regiões altos índices de contaminação de nossos recursos hídricos.

Um dos elementos que deve ser objeto de preocupação é o nitrogênio, que está presente em altas concentrações em dejetos de suínos. Em fase aquosa esta espécie está presente em várias formas e estados de oxidação, sendo as espécies de maior relevância o nitrogênio orgânico dissolvido e particulado, o nitrogênio amoniacal (NH3/NH4+), nitrito (NO2-) e nitrato (NO3-).

O nitrogênio amoniacal apresenta-se tóxico para peixes e apresenta uma alta demanda de oxigênio (1 mg de NH3 necessita de 4,6 mg de O2). Sob o ponto de vista de saúde pública, o nitrato pode causar metahemoglobinemia, fruto da redução do NO3- a NO2- (por bactérias do trato intestinal) e conseqüente oxidação do Fe2+ a Fe3+ da hemoglobina, formando metahemoglobina que é incapaz de se ligar ao O2, impedindo assim as trocas gasosas no organismo humano. O nitrito ainda pode combinar-se com aminas secundárias, provenientes da dieta alimentar, formando nitrosaminas que apresentam poder mutagênico e carcinogênico.

Atualmente, o manejo mais comum aplicado aos efluentes produzidos pela suinocultura consiste no armazenamento dos dejetos em esterqueiras, eventualmente seguido de lagoas de estabilização, e posterior distribuição no solo. Apesar das lagoas apresentarem uma remoção razoável de material orgânico carbonáceo, o nitrogênio permanece no efluente em concentrações bastante elevadas, necessitando de um pós-tratamento para atender aos padrões de emissão de efluentes líquidos previstos na legislação ambiental brasileira.

Por muito tempo o limite de emissão de nitrogênio em corpos receptores previsto na legislação ambiental foi ignorado, tanto pelas empresas poluidoras quanto pelos órgãos fiscalizadores, os quais limitavam-se à observação dos parâmetros relacionados com a concentração da matéria orgânica, como a DBO e DQO. Retrato dessa postura é a atual lacuna tecnológica existente no país na área de remoção de nutrientes de efluentes. Particularmente, para remoção de nitrogênio as dificuldades que se colocam referem-se a tratamento biológico de altas concentrações deste nutriente, tipicamente acima de 200 mg/L. Considerando que a concentração média de nitrogênio no efluente de dejetos suínos, após o tratamento anaeróbio, permaneça em torno de 1.000 mg N total/L, uma eficiência de 90 % de remoção de nitrogênio total ainda representa um valor de 100 mg N/L no efluente final, muito acima dos exigidos pelas leis ambientais.

A Embrapa Suínos e Aves tem se preocupado com esta questão e tem investido em projetos de pesquisa envolvendo o tema. Os pesquisadores da unidade têm se esforçado para estabelecer uma rede de pesquisa com universidades brasileiras e centros de pesquisa no exterior, buscando avançar rapidamente nesta questão.
Recentemente foi firmado uma parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e aprovado um projeto dentro do macroprograma 2 da Embrapa.

O projeto é intitulado desenvolvimento de novos sistemas para remoção de nitrogênio em resíduos com alta carga de nutrientes visando sua aplicação a dejetos de suínos. As pesquisas deverão ser realizadas nos próximos três anos e deverão gerar conhecimento e inovações na área num curto e médio prazo.

A Embrapa Suínos e Aves também firmou recentemente uma parceria internacional, via LABEX-EUA, com o Costal Plain Soil, Water and Plant Research Center, um dos centros de pesquisa constituintes do ARS/USDA nos Estados Unidos. Este centro de pesquisa já possui grande experiência no tratamento de efluentes da suinocultura e tem realizado estudos na remoção de nutrientes, já operando inclusive com alguns sistemas em escala real. Esta parceria também resultou em projeto aprovado junto ao foreign agricultural service (FAS/USDA) cujo o título é development of new generation low-cost treatment of ammonia to benefit the environment and promote sustainable livestock production

Com estas parceiras estabelecidas pretende-se gerar tecnologias que possam ser aplicadas à suinocultura no sentido de torná-la competitiva internacionalmente, sob o ponto de vista ambiental, agregando valor ao agronegócio brasileiro.

Assuntos Relacionados suinos
Mais lidas

Atualizando dados.

Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,07
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 120,94
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,58
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 9,56
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,17
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,05
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 5,67
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,77
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,84
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 173,38
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 171,06
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 190,92
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 193,96
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 164,00
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 187,44
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,29
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.296,92
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.167,80
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 191,91
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 162,33
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 162,56
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 178,54
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341