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Soja - Indicador PRR$ 122,28 / kg
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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
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Soja cresce 80,61% em 2008 e madeira cai 20% em MT

A participação da soja, no total das exportações mato-grossenses, foi de 70,30% no ano passado.

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Redação (21/01/2009)- Enquanto as vendas de madeira despencaram 20% no ano passado, as exportações de soja em grão e derivados – farelo, óleo, lecitina e glicerina – registraram o surpreendente crescimento de 88,61% em relação a 2007. Os números, divulgados ontem pela Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia e Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), mostram que o volume exportado do "complexo soja" atingiu o montante de US$ 5,49 bilhões, contra US$ 2,91 bilhões em 2007.

A participação da soja, no total das exportações mato-grossenses, foi de 70,30% no ano passado, ficando bem à frente do segundo colocado – carnes – com 12,09%.

Do complexo soja, o item "grãos" foi responsável por uma exportação de US$ 3,75 bilhões, seguido do farelo (US$ 1,23 bilhão), óleo (SU$ 507,72 milhões), glicerina (US$ 3,84 milhões) e, lecitina, US$ 880 mil.

O segundo produto com o maior volume exportado em 2008 é o complexo "carnes" (bovina, suína, aves, peixes e outros), que gerou divisas de US$ 944,88 milhões ao Estado contra os US$ 816,98 milhões no ano anterior (crescimento de 15,66%). A carne bovina lidera em valor e em volume exportado, atingindo faturamento de US$ 698,01 milhões e "quantum físico" de 185,19 mil toneladas, com incremento de 11,3% em valor, mesmo com a queda de 18,9% em volume exportado, em função do aumento de 37% na cotação internacional do produto.

O milho foi o terceiro produto com o maior valor exportado (US$ 573,34 milhões), seguido do algodão (US$ 436,03 milhões) e da madeira (US$ 194,97 milhões), que este ano apresentou queda de 20,73% em relação ao montante exportado em 2007 (US$ 245,94 milhões).

De acordo com técnicos da Sicme, o setor continuou tendo dificuldades em 2008, com queda no faturamento e com reduções bem mais expressivas nos volumes embarcados, mesmo com os aumentos de preços internacionais – à exceção da madeira bruta – produto que tem contribuição residual no valor total exportado por Mato Grosso e que representou 93% do volume exportado pelo país.

COMPRADORES – A União Européia e a Ásia continuam sendo os principais compradores dos produtos mato-grossenses, respondendo por 42% e 35% do total, respectivamente. A China, com 19,7% individualmente, continua liderando o ranking, seguido da Holanda e da Espanha, com 15% e 9%, respectivamente.

Já as importações acumularam US$ 1,28 bilhão em 2008, crescimento de 69,5% em relação aos números do ano anterior (US$ 753,3 milhões). Continuam prevalecendo na pauta de importações as compras de insumos agropecuários e outros bens intermediários, complementados por bens de capital, especialmente máquinas e equipamentos.

Os principais fornecedores de Mato Grosso foram, pela ordem, Rússia e Belarus, com 30,5%, Canadá (12,1%), Estados Unidos (7,6%) e, China e Israel, com 6% cada.

PERDAS CAMBIAIS – As "perdas cambiais" até setembro, com a maxidesvalorização do real, converteram-se em "ganho cambial" que superou R$ 4,73 bilhões. "Tal efeito, se mantido em 2009" – avaliam os técnicos – "poderá compensar, parcialmente, a queda na demanda e nos preços dos principais produtos da nossa pauta gerada pela crise financeira mundial".


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