Real forte trouxe impactos para o setor de nutrição em 2009. Para Sindirações, valorização cambial compromete o desempenho de toda a cadeia.
Câmbio prejudica indústria de ração
A apreciação do real frente ao dólar trouxe efeitos nocivos para a indústria brasileira de alimentação animal em 2009. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), além dos efeitos indiretos – como comprometer a competitividade da carne brasileira no mercado internacional – a valorização cambial da moeda brasileira impactou diretamente o desempenho do setor de nutrição animal.
“O real forte onera a operação das empresas”, afirma Ariovaldo Zanni, diretor-executivo do Sindirações. “Para as companhias que atuam no Brasil – cujas negociações comerciais são balizadas em dólar e as despesas pagas em real – há a necessidade de vender mais ou optar pelo reajuste de preços, a fim de cobrir a diferença da cotação entre as moedas e saldar custos e despesas”, argumenta.
Mas para a indústria brasileira de alimentação animal, que é grande importadora de aditivos, o dólar desvalorizado não seria uma vantagem? “Às vezes é fácil pensar que o dólar desvalorizado aliviaria os custos de produção das empresas”, afirma Zanni. “Acontece que essa [importação de insumos] é apenas uma parte das despesas de cada companhia do setor. Sua planilha de custos, sua folha de pagamentos, entre outras coisas, são todas balizadas pela moeda local”, responde.
Leia também no Agrimídia:
- •Suíno vivo acumula queda histórica de 32,8% em 2026 e atinge menor patamar da série iniciada em 2002
- •Vigilância sanitária comprova ausência de Influenza Aviária e Newcastle no Tocantins
- •Argentina é declarada livre de Influenza Aviária H5N1 após controle de foco
- •Preços de suínos caem no Reino Unido com avanço da produção e pressão nos custos
Para Zanni, a política cambial brasileira compromete o desempenho de toda a cadeia de produção instalada no País, do fornecedor de insumos ao exportador. “Em qualquer situação a apreciação da moeda local é deletéria, traumática e perniciosa”, sentencia o executivo.





















