A influenza aviária H5N1 atinge granjas comerciais no Nepal, elevando preocupações com a saúde animal e a produção avícola.
Surtos de influenza aviária H5N1 atingem diversas granjas comerciais no Nepal

A Organização Mundial de Saúde Animal confirmou a ocorrência do vírus da influenza aviária altamente patogênica (H5N1) em sete estabelecimentos avícolas no Nepal, ampliando o alerta sanitário para a cadeia global de produção de proteína animal.
A maioria dos focos foi registrada na província de Koshi, enquanto um caso ocorreu em Bagmati. Os plantéis afetados incluem diferentes categorias produtivas, com predominância de galinhas poedeiras e matrizes de frango de corte em distintas fases de produção.
Plantéis comerciais apresentam alta concentração de aves
Entre os estabelecimentos impactados na província de Koshi, destacam-se lotes com mais de 226 mil aves de postura, além de grupos de matrizes de corte e outras linhagens comerciais, totalizando centenas de milhares de aves expostas ao vírus. Na região de Bagmati, o foco envolveu cerca de 34,6 mil galinhas poedeiras.
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A diversidade etária dos plantéis, variando de 10 a mais de 120 semanas, evidencia a amplitude do risco sanitário dentro das granjas e o potencial de disseminação do agente patogênico em sistemas intensivos.
Possíveis fontes de infecção envolvem aves silvestres e logística
De acordo com a WOAH, fatores epidemiológicos indicam forte associação com a presença de aves silvestres e migratórias nas proximidades das granjas, especialmente em áreas próximas a cursos d’água. Em um dos casos, a movimentação de veículos, como caminhões de ração, também foi apontada como possível vetor de introdução do vírus.
Esses elementos reforçam a importância da biosseguridade operacional, incluindo controle rigoroso de acesso, manejo de insumos e barreiras sanitárias para evitar a entrada de patógenos nas unidades produtivas.
Medidas sanitárias seguem protocolos internacionais
As autoridades locais adotaram ações imediatas de contenção, incluindo abate sanitário das aves, desinfecção das instalações, restrição de movimentação, quarentena e vigilância em zonas delimitadas. Também foram realizadas a eliminação de carcaças, subprodutos e demais materiais contaminados.
O avanço de focos de influenza aviária altamente patogênica reforça a necessidade de monitoramento constante e protocolos rigorosos de sanidade na avicultura, especialmente em regiões com elevada circulação de aves migratórias, devido ao impacto direto na produção, no comércio internacional e na segurança alimentar.
Referência: WATTagnet




















