Iniciativa é do Sebrae Nacional, do Sebrae-SC e da ACCS e tem o apoio da Faesc, Embrapa, Pop Carnes e Decisão Propaganda. Primeira atividade do INCS será a estruturação do Programa Nacional da Carne Suína.
SC cria Instituto Nacional da Carne Suína
Uma iniciativa pioneira no Brasil terá reflexos no fortalecimento de uma das maiores cadeias produtivas do País: a criação do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS). Uma comissão provisória para formação desse Instituto convocou uma assembléia para amanhã (06/11) no Centro de Inovação e Tecnologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Biguaçu (SC).
A comissão provisória é coordenada por Wolmir de Souza, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS). A iniciativa é do Sebrae Nacional, do Sebrae/SC e da ACCS e tem o apoio da Faesc, Embrapa, Pop Carnes e Decisão Propaganda, explica o diretor técnico do Sebrae/SC, Anacleto Ângelo Ortigara. A primeira atividade do INCS será a estruturação do programa nacional da carne suína. O programa estará orientado para garantir as boas práticas no processo produtivo, viabilizar oportunidades de mercados para a cadeia produtiva, padronizar produtos e processos e divulgar a carne suína e seus derivados.
Uma das prioridades será elevar o consumo per capita de 14 kg por habitante/ano de formar a aproximar-se dos países europeus – acima de 40 kg/habitante/ano. “Ampliar continuamente o consumo da carne suína é o grande desafio que todos perseguem em muitos países, sejam eles produtores e/ou consumidores do produto. O INCS, atento às mudanças que estão acontecendo nestes tempos, entende que a grande alternativa, para solucionar os gargalos que inibem a concorrência com outras categorias de carnes, é continuar a ampliação do consumo através da oferta de produtos diversificados e de maior qualidade.”
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O coordenador regional do Sebrae/SC em Chapecó, Enio Alberto Parmeggiani, prevê que o programa irá se consolidar como elo de confiança entre a indústria e os consumidores e pretende avançar sobre as questões básicas para uma verdadeira oferta de produtos qualificados. Baseia-se na premissa de que a qualidade é a forma principal do consumo de carne e que a adesão ao programa significa um comprometimento da empresa com a adoção de padrões de qualidade da matéria-prima, manutenção de produtos de qualidade ao longo do tempo, além de boas práticas de fabricação.
Diferenciais – O programa é um passo decisivo para reorientar o setor e, consequentemente, mudar a percepção do consumidor fazendo com que este abandone a crença de que a carne suína não é um produto de primeira qualidade. “E para mudar esta percepção é condição que este seja constantemente impactado pela informação”, orienta o coordenador regional do Sebrae.
A intenção do Programa é aumentar a percepção de qualidade e de produto saudável. A estratégia é simples e objetiva: consumidor satisfeito consome mais. É o desafio de conseguir para a carne suína e para o consumidor brasileiro melhor qualidade, a garantia da pureza, o aumento de consumo e preço justo para o produto.





















