Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx
Exportação

Rentabilidade em baixa

Volumes crescem, mas preços das exportações de carnes do Brasil continuam deprimidos. Apenas nos suínos houve alta em outubro em relação a setembro.

Ainda que algumas empresas tenham conseguido renegociar preços de contratos de exportação e pelo menos amenizar a contínua desvalorização do dólar diante do real, em geral os frigoríficos brasileiros exportadores continuam com dificuldades para obter uma remuneração melhor pelos embarques efetuados.

Estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, em outubro, os preços médios em dólar das carnes in natura bovina, suína e de frango exportadas pelo País ficaram novamente abaixo do mesmo mês de 2008. Em relação a setembro deste ano, os preços em dólar da carne suína apresentaram reação, mas as carnes bovina e de frango voltaram a retroceder.

Destaque positivo de outubro, as vendas de carne suína do País no exterior somaram 56 mil toneladas e renderam US$ 120,5 milhões. Em relação a setembro, houve altas de 8,4% e 14,6%, respectivamente, e o preço médio dos embarques foi 5,7% maior. Na comparação com outubro do ano passado, o volume subiu 47,2%, mas o valor dos embarques caiu 2,3%, já que o preço médio foi 33,7% mais baixo.

Os volumes exportados de carnes bovina e de frango cresceram em outubro em relação a setembro – 6,5% e 15,5%, respectivamente – e garantiram receitas mais elevadas (3,5% e 13,5%), mas nos dois casos os preços médios diminuíram (2,8% e 1,9%). Na comparação com outubro de 2008, os preços médios das vendas de ambas diminuíram (21,4% e 18,7%), o que derrubou as respectivas receitas apesar do salto de 11,2% do volume de carne de frango in natura exportado.

Em evento na terça-feira (03/11) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Alexandre Mendonça de Barros, analista dos braços agrícolas da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da MB Associados, mostrou preocupação com o desempenho das exportações de carnes. “Os volumes exportados não estão ruins, mas no padrão carne barata para países pobres”, disse.

É um problema que não prejudica apenas as carnes. Os dados da Secex mostram que, de uma seleção de 15 produtos agropecuários importantes na pauta exportadora nacional, dez registraram aumento dos preços médios dos embarques em relação a setembro (café em grão, farelo de soja, óleo de soja, suco de laranja, açúcar bruto e refinado, carne suína in natura, couro, fumo em folhas e etanol), mas cinco amargaram quedas – além das carnes bovina e de frango, houve perdas nos casos de soja em grão, algodão e milho.

Nesta série, o grande destaque positivo foi o suco de laranja, cujo preço médio dos embarques aumentou 24,3%, maior incremento da lista. O açúcar, tanto bruto quanto o refinado, e o fumo em folhas, também registraram valorizações significativas.

A mesma seleção de 15 produtos apresenta “saldo negativo” na comparação de preços de outubro deste ano e outubro de 2008. Neste caso, dez itens aparecem com queda (café em grão, soja em grão, óleo de soja, suco de laranja, as três carnes já citadas, couro, milho e etanol) e cinco em alta (farelo de soja, açúcar bruto e refinado, fumo em folhas e algodão).

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