Colheita do trigo é suspensa no Paraná. Com excesso de chuva, máquinas não conseguem colher e agricultores assistem a perda da safra.
Colheita do trigo suspensa
Com o tempo chuvoso, agricultor nenhum arrisca colher no Paraná. O maquinário está encostado há uma semana. Dos 82 hectares cultivados por Renato Martini, pouco se salva. Os grãos apodreceram nas espigas e não servem nem como ração. “Se a gente fizer uma avaliação que não vale a pena colocar máquina, porque a gente vai estar gastando também, principalmente combustível, vai ficar sem colher. Vai ser plantado por cima e fica assim mesmo”, diz Renato Martini, agricultor.
Geada e muita chuva foi a combinação que castigou as lavouras de trigo do Paraná. Em todo o estado, foram plantados um milhão e trezentos mil hectares. A previsão era colher três milhões e quinhentas mil toneladas.
Chuva demais, prejuízo na certa para os produtores. O excesso de umidade prejudica o desenvolvimento dos grãos. Em algumas lavouras, o trigo chegou a germinar e perdeu o valor de mercado. A esperança agora é que o tempo colabore. Só assim o agricultor consegue colher a produção que ainda resta.
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“No momento, não tem como colher, se não der pelo menos uns dois, três dias de sol, ele não consegue entrar na lavoura. As perdas já ocorreram, estão ocorrendo e a gente não consegue mensurar ainda. Vamos ter que esperar para ver qual vai ser realmente a perda”, explica Alisson Paulo da Silva, agrônomo.
No início do mês, a Secretaria de Agricultura do Paraná divulgou um levantamento que apontava queda de 9% na safra de trigo em relação ao que estava previsto na época do plantio. Naquela data, as perdas estavam associadas, principalmente, às geadas. Agora, o prejuízo deve ser maior.





















