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Soja - Indicador PRR$ 120,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,77 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,59 / kg
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H1N1

Wessler entrega carta para presidente Lula

Carta pede o empenho de Lula para que veículos de imprensa passem a classificar a pandemia do vírus influenza como gripe A.

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O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Irineu Wessler, aproveitou o almoço com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva para entregar-lhe, em mãos, uma carta na qual pede seu apoio junto à mídia e a opinião pública brasileiras para que adotem a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e passem a classificar a atual pandemia do vírus influenza como gripe A (H1N1) e não como gripe suína.

A ABCS entende que a nomenclatura “gripe suína”, que vem sendo usada pela maioria dos veículos de imprensa, associa a nova gripe ao consumo de carne suína, prejudicando o setor.

“O nome “Gripe Suína” indiscutivelmente indica que a população deve ter o cuidado de não comer carne suína, que não representa qualquer tipo de risco, revelando na prática, um desserviço em termos de comunicação social”, diz trecho da carta.

“(…) É nesse sentido que solicitamos a Vossa Excelência que empreste o inequívoco prestígio que angariou junto à mídia e a opinião pública brasileiras apelando para que adotem a recomendação oficial da OMS”.

A íntegra da carta você confere a seguir.

Brasília, 15 de julho de 2009

Senhor Presidente,

 
                    A par dos desafios representados pela crise econômica e pelos ajustes necessariamente resultantes da fusão de dois dos maiores grupos alimentares do País, a suinocultura enfrenta ainda as graves consequências do uso corrente pela mídia brasileira da denominação “Gripe Suína” para a influenza que se abateu sobre o planeta nos últimos meses, com graves impactos sobre a imagem e consequentemente sobre os níveis de consumo do produto.

                     Desde abril último, a Organização Mundial da Saúde (OMS) corrigiu oficialmente esse grave erro de comunicação, formalizando o nome de  “Gripe H1N1”, ou “Gripe A”, dando curso, aliás, à posição também oficial manifesta pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE).

                     Boa parte da imprensa internacional seguiu prontamente a recomendação dos organismos citados, também acompanhados pelo reconhecidamente rigoroso USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que normatiza o uso de alimentos naquele país.

                     Entre os órgãos de mídia que já mudaram o referido tratamento listamos o Canal de TV CNN e o Wall Street Journal, dos EUA; o principal canal de TV da França, TF 1 e o jornal  também francês “Liberation”; o canal líder de audiência na Itália, a RAI, juntamente com os jornais mais relevantes do país, o “Corriere della Será” e o “La República”; e o “El Pais”, da Espanha. Esses veículos denominam doença de “Gripe A”, de “Nova Influenza”, ou simplesmente de H1N1, mas não mais se referem à “Gripe Suína”.

          Lembramos que o principal papel dos nomes dados às moléstias é o de alertar a população, de sugerir providências para que se evite o seu contágio. O nome “Gripe HIN1” pressupõe uma gripe de contágio humano e suas respectivas precauções: lavar as mãos, evitar o contato pessoal, etc… O nome “Gripe Suína” indiscutivelmente indica que a população deve ter o cuidado de não comer carne suína, que não representa qualquer tipo de risco, revelando na prática, um desserviço em termos de comunicação social.

                   Acrescente-se que, no caso da H1N1, todas as fontes oficiais concordam que não existe qualquer registro de contaminação suíno-homem, mas sim de contágios entre seres humanos. Além disso, como ressalta a nota oficial da OIE, nas outras pandemias similares deu-se preferência a um nome com características geográficas: “Gripe Espanhola”, em 1918; “Gripe Asiática”, em 1957; e  “Gripe de Hong Kong”, em 1968.

      Senhor Presidente,

       Cerca de um milhão de brasileiros tem seus empregos e renda diretamente ligados à suinocultura no país. O Brasil é o quarto maior produtor e quarto maior exportador mundial. Em 2008, enviamos carne suína nacional para 76 diferentes países, com resultados em divisas da ordem de US$1,2 bilhão de dólares.

      É nesse sentido que solicitamos a Vossa Excelência que empreste o inequívoco prestígio que angariou junto à mídia e a opinião pública brasileiras apelando para que adotem a recomendação oficial da OMS. E tenha certeza, Presidente Lula, que a colaboração de Vossa Excelência, de ampla dimensão social e econômica, responderá ainda pelos mais justos anseios de centenas de milhares de trabalhadores do setor que oferecem todo seu empenho e o de suas famílias para garantir a alta qualidade da carne suína brasileira.

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