Segundo Abipecs, exportações de carne suína no semestre são positivas, mas cotações continuam desanimadoras.
Exportações em alta, preços em baixa
Apesar dos bons resultados das xportações de carne suína no semestre, 8,79% superior ao dos seis primeiros meses do ano passado, os preços continuam baixos. Para Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), é essencial a abertura de mercados de preços mais elevados.
Segundo a entidade, o volume exportado em 2009 pode chegar a 600 mil t. Já as exportações de carne suína, em junho, totalizaram 53,92 mil toneladas, um crescimento de 4,23% em relação a junho de 2008, e renderam US$ 103,22 milhões. “Os números são bons, porém, a queda dos preços no mercado internacional, de maneira geral, e em particular, na Rússia, principal destino, é desanimadora” afirma Camargo Neto. “O preço médio de junho é quase 33 % inferior ao de junho do ano passado e a receita do semestre, quase 25 % inferior à de 2008”.
De acordo com o presidente da Abipecs, os baixos preços, aliados à valorização cambial, têm significado prejuízo para o suinocultor. “A crise global provocou uma queda abrupta de preços que não vem sendo corrigida com o tempo”, acrescenta.
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Atualmente, os principais destinos da carne suína brasileira são Rússia, Hong Kong, Ucrânia, Angola e Argentina.
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