Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Mercado Interno

Produtores aguardam novas regras do BB

A flexibilização para análise de limites foi costurada pela Famato, junto ao Banco Central.

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O Conselho Monetário Nacional deverá publicar hoje uma resolução que muda as regras para a liberação do crédito para a safra 09/10. O objetivo é flexibilizar as exigências do Banco do Brasil e facilitar o acesso dos produtores aos recursos oficiais para o plantio da próxima safra, que começa a ser semeada a partir do segundo semestre de setembro.

“Temos informações de que o Banco do Brasil irá mudar as regras para melhor e esperamos que até o dia 30 de junho (hoje) o CMN aprove a resolução”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Ottoni Prado. Segundo ele, o volume de crédito anunciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento “é bom”, porém é preciso dar acesso ao produtor. “Por isso, pressionamos o Banco Central”.

Em Mato Grosso, a Superintendência do Banco do Brasil já trabalha na formatação da nova proposta. “As regras definitivas ainda não chegaram, mas estamos construindo uma fórmula melhor para o produtor. Haverá melhoria nos riscos de operação. Cada produtor tem uma classificação de risco e o que fizemos foi promover uma reanálise visando facilitar a liberação do crédito”, explicou o gerente de Agronegócio, Anderson Scorsafava.

O Banco do Brasil está verificando também para a próxima safra a elevação de alguns limites por produtor. “Estamos procurando antecipar a renovação dos limites para que os produtores, quando forem contratar o financiamento, já tenham tudo pronto e não percam tempo”, acrescentou.

A Superintendetência do BB está colhendo as informações das agências para que a liberação flua o mais rápido. “O produtor deve procurar as agência e renovar seus cadastros. Queremos dar celeridade nos processos e começar a liberar os recursos a partir de julho”.

Riscos

 Na avaliação do presidente da Famato, Rui Prado, uma das reivindicações dos produtores é em relação aos riscos. “Temos aproximadamente 12 mil agricultores no Brasil que não conseguem acessar aos recursos por agravamento de risco, em função das prorrogações das dívidas feitas no ano passado e neste ano”, informou.

Outro problema dos produtores é a burocracia para a liberação do crédito. “Queremos maior agilidade, flexibilidade, pois a cada ano vem diminuindo a participação do produtor no crédito oficial”. Em 2008, por exemplo, apenas 10% do volume destinado no Plano Safra chegou ao produtor mato-grossense. “Este ano, se o banco não melhorar as regras, a participação poderá ser ainda menor”, disse ele.

Recursos

Para este ano, o governo destinará R$ 107,5 bilhões ao setor agrícola pelo Plano de Safra 09/10. A agricultura comercial contará com R$ 92,5 bilhões e a familiar terá outros R$ 15 bilhões. O plano prioriza o incentivo ao médio produtor rural, ao cooperativismo e à produção agropecuária sustentável. O total previsto acrescenta 37% mais recursos ao crédito agrícola em relação ao Plano Agrícola e Pecuário do período anterior.

Os programas de investimento para a próxima safra vão contar com R$ 14 bilhões, valor 37% superior em relação ao plano anterior. Entre as novidades, está a criação do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), que contará com R$ 2 bilhões.

Os recursos para custeio e comercialização a juros controlados serão acrescidos em 20,8%, para R$ 54,2 bilhões, e os preços mínimos fixados para 33 culturas foram reajustados em até 65%. Entre as culturas cujos valores serão aumentados estão o arroz (20%), o leite (15%), raiz de mandioca (12%), soja (10%) e milho (6%).

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