Ele assinalou que, de acordo com dados da Conab, a safra brasileira de arroz, feijão, soja, milho, algodão e outros grãos para 2008/2009 está projetada em 145 milhões de toneladas.
Senador diz que remédio para crise é o agronegócio
Redação (06/11/2008)- O senador Valter Pereira (PMDB-MS) disse nesta quarta-feira (5) que o remédio para a crise financeira internacional está no agronegócio. Ele assinalou que, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de arroz, feijão, soja, milho, algodão e outros grãos para 2008/2009 está projetada em 145 milhões de toneladas.
– Estou convencido de que o agronegócio é uma verdadeira terapia para a crise econômica. Afinal, alimento é prioridade hoje e será prioridade amanhã. Pode reduzir a demanda de aço, de carro, de avião, de calçado, de roupa, de perfume, de passagens e de tantas outras coisas. Já a demanda por comida, esta não tem como estancar. Subsidiar a agricultura ou desonerar seu custo de produção é um meio seguro de compensar outras áreas que serão duramente afetadas pela crise – afirmou.
Valter Pereira disse que, na audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realizada na quinta-feira passada (30) – com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles -, perguntou ao ministro Mantega qual seria o papel reservado ao setor agropecuário neste momento de crise. O senador assinalou que a Conab adverte para a possibilidade de uma queda acentuada na próxima safra devido à crise de crédito e aos altos preços dos insumos.
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Para o parlamentar, tanto as declarações das autoridades monetárias quanto as afirmações do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizam que o governo pretende, neste momento, dar ênfase ao mercado interno e estimular a produção agrícola.
– Todavia, o governo precisa enfrentar alguns gargalos: os preços dos fertilizantes, por exemplo – observou.
Ao citar dados da Cooperativa Industrial de Cascavel, no Paraná, o senador informou que os gastos com fertilizantes e óleo diesel corresponderam a 40% do custo agrícola em 2007 – e não pararam de crescer. Somente o adubo, disse ele, teve reajustes de mais de 75% nos últimos 12 meses. Valter Pereira disse que cobrou do ministro da Fazenda a mesma prática do mercado internacional, que vem reduzindo o preço desses insumos.
– Lá fora, o petróleo teve uma redução de mais de 50%. Não há justificativa para continuar cobrando aqui o mesmo preço que se praticava antes da crise. A própria Petrobras está vendendo petróleo no exterior abaixo de 50% do que vendia anteriormente. Não repassar para o consumidor brasileiro essa gritante redução de preço é atitude muito estranha, a qual o ministro Mantega não conseguiu me responder. Estranha e ruinosa para o custo da produção agrícola – concluiu.





















