Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
Destaque Todas Páginas

“Bric podem apontar saída da lama”, diz especialista

O economista que criou a sigla Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), Jim ONeill, defende em artigo desta terça-feira (23/09) que esse grupo de países “pode indicar a saída” para a atual crise que assola a economia mundial.

Compartilhar essa notícia

Redação (23/09/2008)- O economista que criou a sigla Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), Jim O´Neill, economista-chefe do banco Goldman Sachs, defende nesta terça-feira (23/09), em um artigo no jornal britânico "Financial Times", que esse grupo de países "pode indicar a saída" para a atual crise que assola a economia mundial.

No artigo intitulado "Bric podem apontar saída da lama", O´Neill argumenta que os quatro grandes emergentes são capazes de compensar a desaceleração econômica mundial resultante da queda no consumo dos Estados Unidos.

"Uma grande parcela da demanda global continua a ser criada a partir dos Bric", escreve O´Neill no diário financeiro britânico. "De acordo com nossas últimas estimativas, até agora, nesta década, tem havido tanta demanda gerada pelos Bric que pelos Estados Unidos." O economista cita o caso da China, cujo consumo tem batido o consumo dos americanos, e do Brasil, onde a alta de 6,1% do PIB no último trimestre superou as expectativas dos analistas.

Para O´Neill, "é evidente" que o consumo dos EUA está "muito esticado". "Equivalente a mais de 70% do PIB, o gasto está insustentável. É bastante concebível que na próxima década o consumo dos EUA caia para o equivalente a 60% do PIB", escreve.

Nessas condições, calcula o economista, o impulso dos Bric ainda seria capaz de soprar a economia mundial.

"A 70% de seu PIB, o gasto dos EUA equivale a cerca de 21% do PIB mundial. Se cair para 60% do seu PIB, contribuirá com apenas 18% do PIB mundial." O´Neill acredita que "os consumidores nos Bric vão compensar [essa queda], podendo inclusive receber uma ajuda de alemães e japoneses, embora de maneira limitada".

"Isto significa que, no início deste ajuste, um crescimento global de 3,5% ainda é viável, mesmo que não se possa sustentar um crescimento de 5%." Para o economista, mesmo que os mercados considerem que exista uma redução de crédito em todos os países, "é improvável que seja verdade que todos os países enfrentem a mesma situação".

Além disse, ele acrescenta, a turbulência já criou um "sentimento de crise" que obriga políticos e autoridades nos países afetados a agir para "separar Wall Street [a rua nova-iorquina que simboliza o mercado financeiro americano] da Main Street [a rua do comércio, símbolo da economia real]".

Assuntos Relacionados Brasil
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343