Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,74 / kg
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Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,24 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,18 / kg
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Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,19 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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“Bric podem apontar saída da lama”, diz especialista

O economista que criou a sigla Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), Jim ONeill, defende em artigo desta terça-feira (23/09) que esse grupo de países “pode indicar a saída” para a atual crise que assola a economia mundial.

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Redação (23/09/2008)- O economista que criou a sigla Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), Jim O´Neill, economista-chefe do banco Goldman Sachs, defende nesta terça-feira (23/09), em um artigo no jornal britânico "Financial Times", que esse grupo de países "pode indicar a saída" para a atual crise que assola a economia mundial.

No artigo intitulado "Bric podem apontar saída da lama", O´Neill argumenta que os quatro grandes emergentes são capazes de compensar a desaceleração econômica mundial resultante da queda no consumo dos Estados Unidos.

"Uma grande parcela da demanda global continua a ser criada a partir dos Bric", escreve O´Neill no diário financeiro britânico. "De acordo com nossas últimas estimativas, até agora, nesta década, tem havido tanta demanda gerada pelos Bric que pelos Estados Unidos." O economista cita o caso da China, cujo consumo tem batido o consumo dos americanos, e do Brasil, onde a alta de 6,1% do PIB no último trimestre superou as expectativas dos analistas.

Para O´Neill, "é evidente" que o consumo dos EUA está "muito esticado". "Equivalente a mais de 70% do PIB, o gasto está insustentável. É bastante concebível que na próxima década o consumo dos EUA caia para o equivalente a 60% do PIB", escreve.

Nessas condições, calcula o economista, o impulso dos Bric ainda seria capaz de soprar a economia mundial.

"A 70% de seu PIB, o gasto dos EUA equivale a cerca de 21% do PIB mundial. Se cair para 60% do seu PIB, contribuirá com apenas 18% do PIB mundial." O´Neill acredita que "os consumidores nos Bric vão compensar [essa queda], podendo inclusive receber uma ajuda de alemães e japoneses, embora de maneira limitada".

"Isto significa que, no início deste ajuste, um crescimento global de 3,5% ainda é viável, mesmo que não se possa sustentar um crescimento de 5%." Para o economista, mesmo que os mercados considerem que exista uma redução de crédito em todos os países, "é improvável que seja verdade que todos os países enfrentem a mesma situação".

Além disse, ele acrescenta, a turbulência já criou um "sentimento de crise" que obriga políticos e autoridades nos países afetados a agir para "separar Wall Street [a rua nova-iorquina que simboliza o mercado financeiro americano] da Main Street [a rua do comércio, símbolo da economia real]".

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