O estudo dessas doenças têm tido especial atenção por parte de técnicos e pesquisadores, por causar prejuízos econômicos significativos na cadeia produtiva.
Micotoxicoses na suinocultura
Redação (22/08/2008)- Os prejuízos vão desde a desqualificação dos grãos, a redução da produtividade dos animais que ingerem grãos contaminados, além de oferecerem riscos de contaminação para a saúde humana, através da ingestão de grãos contaminados.
As micotoxinas são metabólitos secundários produzidos por fungos toxigênicos. Esses fungos podem contaminar os grãos nas lavouras, na colheita ou durante armazenamento dos grãos.
Os principais fatores associados ao desenvolvimento dos fungos são a temperatura ambiente e a taxa de oxigenação. Outros fatores como infestação de insetos, condições físicas dos grãos, bem como condições e período de armazenamento dos grãos também interferem na multiplicação dos fungos.
As principais micotoxinas que causam impacto sobre a produtividade dos suínos são aflatoxinas, tricotecenos (desoxinivalenol, T2), ergotamina, ochratoxina e zearalenona. Dessas micotoxinas, a zearalenona (ZEA) é a que mais afeta a reprodução por possuir atividade estrogênica. As demais micotoxinas afetam de forma indireta a reprodução através da redução da ingestão de alimentos, atraso no crescimento ou por causar injúrias em órgãos vitais do animal.
Informações: Anamaria Jung Vargas, Médica Veterinária
Universidade Uniquímica de Negócios.
Leia também no Agrimídia:
- •Suíno vivo acumula queda histórica de 32,8% em 2026 e atinge menor patamar da série iniciada em 2002
- •Preços de suínos caem no Reino Unido com avanço da produção e pressão nos custos
- •Produção suína na Alemanha cobra €200 milhões por ano para cumprir novas regras de bem-estar animal
- •Rebanho suíno no Brasil avança e pode chegar a 53 milhões de cabeças até 2030




















