Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
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Final de ano mais caro no MS

Alta do milho inflaciona preço das carnes no Estado.

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Redação (11/12/2007)- As tradicionais carnes de suínos e aves servidas na ceia de Natal chegarão mais caras à mesa dos consumidores sul-mato-grossenses neste ano. Enquanto a inflação acumulada entre dezembro de 2006 e novembro deste ano gira em torno de 4,3% em Campo Grande, o que sinaliza aumento tímido nos custos dos produtos em geral, o preço das carnes disparou nos supermercados, com aumentos que somente no mês de novembro superam a inflação registrada nos últimos doze meses.

Na última semana, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) confirmou alta, em novembro, de 5,67% no preço médio do frango congelado revendido na Capital. Já o pernil e a costeleta suína ficaram, respectivamente, 8,14% e 6,13% mais caros no mês passado. Em outubro os preços da costeleta e do pernil haviam ficado 3,33% e 0,92% maiores que em setembro, depois de aumentaram também 3,10% e 5,66% em relação a agosto.

De acordo com pesquisa de preços de produtos natalinos realizada pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS), na semana que antecedeu o Natal do ano passado, o quilo do pernil suíno temperado sem osso, da Perdigão, por exemplo, podia ser encontrado por até R$ 10,49 (menor preço) enquanto na última semana o menor preço do mesmo produto foi encontrado a R$ 12,50, o que confirma aumento de pelo menos 19,1%.

O peru temperado da Sadia é outro produto que neste Natal está com preço pelo menos 13,3% superior ao custo do Natal de 2006. Segundo o Procon, o menor preço do quilo do produto era de R$ 7,49 nas semanas que antecederam o Natal do ano passado, enquanto na última semana o menor valor nos supermercados de Campo Grande era de R$ 8,49.

Ainda segundo o Procon/MS, os preços dos produtos natalinos cresceram, em média, 5,3% neste ano em relação ao ano passado, mas a comparação entre os valores atuais dos produtos com o custo no ano passado confirma que a oscilação de preços de itens como peru, chester, frango, tender, lombo e pernil foi muito superior à variação dos demais itens comercializados no Natal, como vinhos, cidras, filtrados, espumantes, frutas cristalizadas e bebidas em geral.

Dois fatores podem justificar esta escalada nos preços da carne suína e de aves. O primeiro é que o preço do milho, principal ingrediente da ração para alimentação dos animais, saiu da casa dos R$ 11,00/saca no ano passado, para cerca de R$ 28,00/saca neste mês, o que impulsionou os custos de produção neste ano, com reflexo direto no preço final dos produtos. O segundo fator refere-se ao aumento na demanda por carnes de aves e de suínos nos últimos meses devido à proximidade das festas de fim de ano, uma vez que muitos consumidores estão optando por estas carnes, já que a carne bovina também tem tido fortes valorizações, acompanhando a alta na arroba bovina.

Na última semana, representantes de indústrias de aves e produtores de suínos de MS estiveram reunidos em Campo Grande com o Governo do Estado para discutir alternativas para a escassez de milho. O temor do setor é que a falta do grão para a ração dos animais possa comprometer a produção. Na prática, a forte demanda por carnes neste período de festas e a manutenção da falta de milho podem dar margem para que os preços das carnes aumentem ainda mais.

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