Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Final de ano mais caro no MS

Alta do milho inflaciona preço das carnes no Estado.

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Redação (11/12/2007)- As tradicionais carnes de suínos e aves servidas na ceia de Natal chegarão mais caras à mesa dos consumidores sul-mato-grossenses neste ano. Enquanto a inflação acumulada entre dezembro de 2006 e novembro deste ano gira em torno de 4,3% em Campo Grande, o que sinaliza aumento tímido nos custos dos produtos em geral, o preço das carnes disparou nos supermercados, com aumentos que somente no mês de novembro superam a inflação registrada nos últimos doze meses.

Na última semana, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) confirmou alta, em novembro, de 5,67% no preço médio do frango congelado revendido na Capital. Já o pernil e a costeleta suína ficaram, respectivamente, 8,14% e 6,13% mais caros no mês passado. Em outubro os preços da costeleta e do pernil haviam ficado 3,33% e 0,92% maiores que em setembro, depois de aumentaram também 3,10% e 5,66% em relação a agosto.

De acordo com pesquisa de preços de produtos natalinos realizada pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS), na semana que antecedeu o Natal do ano passado, o quilo do pernil suíno temperado sem osso, da Perdigão, por exemplo, podia ser encontrado por até R$ 10,49 (menor preço) enquanto na última semana o menor preço do mesmo produto foi encontrado a R$ 12,50, o que confirma aumento de pelo menos 19,1%.

O peru temperado da Sadia é outro produto que neste Natal está com preço pelo menos 13,3% superior ao custo do Natal de 2006. Segundo o Procon, o menor preço do quilo do produto era de R$ 7,49 nas semanas que antecederam o Natal do ano passado, enquanto na última semana o menor valor nos supermercados de Campo Grande era de R$ 8,49.

Ainda segundo o Procon/MS, os preços dos produtos natalinos cresceram, em média, 5,3% neste ano em relação ao ano passado, mas a comparação entre os valores atuais dos produtos com o custo no ano passado confirma que a oscilação de preços de itens como peru, chester, frango, tender, lombo e pernil foi muito superior à variação dos demais itens comercializados no Natal, como vinhos, cidras, filtrados, espumantes, frutas cristalizadas e bebidas em geral.

Dois fatores podem justificar esta escalada nos preços da carne suína e de aves. O primeiro é que o preço do milho, principal ingrediente da ração para alimentação dos animais, saiu da casa dos R$ 11,00/saca no ano passado, para cerca de R$ 28,00/saca neste mês, o que impulsionou os custos de produção neste ano, com reflexo direto no preço final dos produtos. O segundo fator refere-se ao aumento na demanda por carnes de aves e de suínos nos últimos meses devido à proximidade das festas de fim de ano, uma vez que muitos consumidores estão optando por estas carnes, já que a carne bovina também tem tido fortes valorizações, acompanhando a alta na arroba bovina.

Na última semana, representantes de indústrias de aves e produtores de suínos de MS estiveram reunidos em Campo Grande com o Governo do Estado para discutir alternativas para a escassez de milho. O temor do setor é que a falta do grão para a ração dos animais possa comprometer a produção. Na prática, a forte demanda por carnes neste período de festas e a manutenção da falta de milho podem dar margem para que os preços das carnes aumentem ainda mais.

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