Comissão de Crédito e Endividamento da Famato/Aprosoja e Ampa viabiliza avanços no FATGiro Rural.
Uma nova chance de crédito
Redação (05/11/2007)- Além de conseguir destravar o Fundo de Recebíveis do Agronegócio (FRA), há outros avanços para o setor junto ao governo federal, que foram obtidos por meio das negociações encampadas pela Comissão Integrada de Crédito e Endividamento da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e associações de produtores de soja (Aprosoja) e de algodão (Ampa). Na reunião da última quarta-feira (31.10), com o Banco do Brasil, em Brasília, a comissão viabilizou a possibilidade de prorrogação das parcelas vencidas em 2007 do FAT Giro Rural. “A prorrogação se dará, por enquanto, com recursos do próprio BB. Porém, as negociações para a troca do fundig dos recursos e conseqüente prorrogação para um ano após o final do contrato continuam. Esta troca aguarda votação do Conselho Monetário Nacional, uma vez que não entrou na pauta da reunião realizada no dia 25 de outubro”, explicou Ricardo Tomczyk um dos integrantes da Comissão de Crédito e Endividamento. Ele acredita que as instruções para a prorrogação devem chegar às agências do BB nos próximos dias. Em relação ao FRA, Tomczyk esclarece que houve uma primeira uma primeira flexibilização dos critérios, estando na listagem, como aptos, os produtores com limite de crédito vigente, porém, sem a necessidade de margem neste limite. “O próximo passo, de acordo com o vice-presidente de Crédito do BB, será a renovação automática dos limites de crédito dos clientes com riscos A, B e C, que estavam vencidos e que também fazem parte da lista do FRA. Os clientes com risco D também poderão ter seus limites renovados, porém, não automaticamente”, alertou o integrante da Comissão em nome da Famato e Aprosoja. Segundo ele, os produtores enquadrados com risco D terão que comparecer na agência e conversar com o gerente, para analisar se as restrições são absolutas ou não. “Os clientes D aprovados poderão renovar o limite e contratar. Já os clientes com dívidas vencidas e não regularizadas com o Banco do Brasil não serão aceitos no programa, daí a importância do prazo de espera do FAT Giro Rural”, ressaltou Ricardo Tomczyk. A meta da Comissão Integrada de Crédito e Endividamento é conseguir a aplicação de todo o recurso disponibilizado para o FRA, ou seja, R$ 2,2 bilhões, com a inclusão do maior número de produtores possível, com foco especial nos de maior risco para o banco. As entidades que integram a comissão destacam que foi em virtude destes produtores que o programa foi criado.
RENEGOCIAÇÃO GERAL O Grupo de Trabalho continua trabalhando na proposta de renegociação geral do endividamento que vai ser apresentada no sábado (10.11). Um ponto que já é consenso entre a Comissão Integrada e os técnicos da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, é que as regiões com piores condições de rentabilidade deverão ter tratamento diferenciado. A Comissão Integrada apresentou dados sobre o custo de logística e sugeriu que este fosse um dos critérios utilizados para a diferenciação das regiões e do tratamento a ser dado pelo Governo Federal. Também participaram da reunião em Brasília, representando a Comissão Integrada de Crédito e Endividamento, o presidente da Ampa, Sérgio de Marco e Carlos Augustin (Aprosoja/Aprosmat).Leia também no Agrimídia:
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