Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Internacional

Satélites passam a fiscalizar granjas de suínos ao ar livre em teste contra poluição

Tecnologia de sensoriamento remoto identifica riscos ambientais e de escoamento em rios sem a necessidade de inspeções presenciais; projeto-piloto avança na Inglaterra

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Satélites passam a fiscalizar granjas de suínos ao ar livre em teste contra poluição

A Agência Ambiental (EA) do Reino Unido concluiu com sucesso um amplo teste de fiscalização agropecuária utilizando inspeções por sensoriamento remoto em propriedades de criação de suínos ao ar livre. O projeto-piloto, conduzido na região de East Anglia sob as diretrizes do Defra (Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais), foca em uma regulamentação inteligente, direcionada e baseada em riscos — eliminando a necessidade de visitas presenciais preventivas em granjas licenciadas ou não.

Os produtores rurais não são notificados sobre o monitoramento orbital das suas terras. O alerta só ocorre caso o sistema aponte irregularidades. Com base no cruzamento de dados de satélite, a agência classifica as propriedades em um sistema de semáforo: os produtores classificados com a bandeira “amarela” recebem notificações via carta detalhando inconsistências, enquanto as fazendas na categoria “vermelha” recebem inspeções físicas de acompanhamento e auditoria.

Como funciona o monitoramento orbital

As imagens de satélite de alta resolução varrem o território para identificar os piquetes de criação de suínos ao ar livre. A partir do mapeamento dos animais e da estrutura, o software da agência cruza dados geográficos para calcular os riscos ambientais:

  • Declividade do terreno: Avalia a inclinação das áreas de manejo;

  • Condições e tipo de solo: Analisa o potencial de erosão e compactação;

  • Proximidade de recursos hídricos: Mede a distância até rios e riachos para calcular o risco de o escoamento de dejetos atingir os cursos d’água.

“O uso de imagens de satélite nos permite concentrar esforços onde há maior risco potencial para a qualidade da água. O foco é atuar na prevenção da poluição antes que ela ocorra, protegendo os rios e apoiando os produtores no cumprimento das obrigações legais”, explicou um porta-voz da Agência Ambiental.

Atualmente, o sensoriamento remoto já responde por 15% de todas as inspeções agroambientais da região testada, e o governo britânico planeja expandir o programa intersetorial para outras importantes zonas produtoras de suínos, como Yorkshire.

Setor adota postura colaborativa

A implementação da vigilância por satélite acendeu o debate sobre como a suinocultura deve se posicionar. Durante reunião do Grupo da Indústria Suína (NPA), lideranças setoriais e da AHDB (Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura) defenderam a criação de um programa colaborativo focado na mitigação de falhas nas granjas ao ar livre.

A estratégia das entidades consiste em antecipar os problemas por meio do compartilhamento de boas práticas de manejo e da coleta interna de dados robustos. O objetivo é demonstrar o compromisso ambiental do setor e trabalhar junto às agências reguladoras para mitigar a poluição difusa de forma técnica, evitando sanções severas e protegendo a imagem da suinocultura nacional.

Fonte: Pig Progress, editado por Agrimídia

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