O cultivo de grãos geneticamente modificados nos Estados Unidos continua sua trajetória de expansão em área neste ano.
Transgênicos em ritmo de avanço no campo dos EUA
Redação (23/07/07) – O País introduziu essas variedades na agricultura em 1996 e segue como o maior produtor de transgênicos do mundo, seguido por Brasil e Argentina.
Segundo dados divulgados na sexta-feira (20/07) pelo Departamento de Agricultura americano (USDA), a área ocupada por variedades transgênicas do milho cresceu 12% no primeiro semestre, 4% no algodão e 2% na soja. Segundo o Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações Agrobiotencológicas (ISAAA, na sigla em inglês), os EUA lideram o crescimento no mundo em área, tendo somado 4,8 milhões de hectares em 2006 (não há ainda dados referentes a este ano).
A soja tolerante a herbicidas é, de longe, a variedade transgênica mais significativa nos Estados Unidos – já atinge 91% do total das plantações de soja do País em comparação aos 54% registrados de 2000. Em 2000, sua primeira safra, representava pouco mais da metade das lavouras de soja americanas.
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Já o algodão transgênico representa 87% de todo o algodão plantado hoje nos EUA, contra 69% em 2001. Ele está dividido em duas categorias, a resistente a insetos (Bt) e o tolerante a herbicidas. Segundo o USDA, a primeira variedade equivale hoje a 17% do total de algodão transgênico plantado no País contra 13% em 2001. Já os tolerantes da herbicidas representam 28% dos transgênicos, contra 32% há seis anos.
A área de milho transgênico, por sua vez, mais que dobrou nesse período. Neste ano 73% de todas as lavouras americanas do grão – os 27% restantes são milho convencional. Em 2002, os transgênicos representavam 34% do total. Segundo o USDA, a área com a variedade tolerante a herbicidas subiu para 24% do total, contra 9% de 2002. E a resistente a insetos (Bt) aumentou para 21%, contra 18% em 2000.
Os Estados Unidos não são apenas os maiores produtores como exportadores de transgênicos do mundo. Seus principais mercados são China e Europa, apesar da resistência encontrada em alguns setores da sociedade. Pesquisas recentes apontam que sete em cada dez europeus afirmam não querer comer alimentos geneticamente modificados.
A resistência, no entanto, não impediu o crescimento do setor. Segundo dados do ISAAA, a plantação de culturas transgênicas no mundo ultrapassou pela primeira vez a marca dos 100 milhões de hectares no ano passado. A evolução entre 1996 e 2006 foi equivalente a um "aumento sem precedentes de 60 vezes", diz o órgão, com sede em Nova York. Além disso, o número de agricultores cultivando transgênicos também superou os 10 milhões.
Existem hoje 16 variedades de alimentos aprovados no mundo para plantio comercial, mas apenas oito são cultivados – soja, milho, algodão, canola, alfafa, arroz, mamão papaya e abóbora.
Em entrevista fornecida em maio ao Valor, Clive James, presidente e fundador do ISAAA, previu a aprovação em ritmo mais rápido de novas variedades, especialmente na Ásia, América Latina e África. No caso brasileiro, ele citou o lançamento, até 2010, de variedades de cana mais produtivas e tolerantes a doenças




















