O bom momento da avicultura do Estado se explica pela diminuição da oferta do produto no mercado interno.
Produção de frango sobe 27% em PE
Redação AI (12/07/07) – O crescimento das exportações de frango do Brasil estão estimulando a avicultura em Pernambuco. Apesar de não exportar o produto e abastecer apenas o mercado do próprio Estado, de Alagoas, da Paraíba e do Rio Grande do Norte, os avicultores pernambucanos também se beneficiam das exportações. A produção de carne de frango em Pernambuco cresceu 27% nos cinco primeiros meses do ano, atingindo 120,4 mil toneladas até maio, na comparação com o mesmo período do ano passado. No mesmo período, a produção brasileira cresceu apenas 7%. Já as vendas externas do Brasil cresceram 40% em relação a maio de 2006, atingindo o volume de 273,9 mil toneladas.
O bom momento da avicultura do Estado se explica pela diminuição da oferta do produto no mercado interno, afirmou o presidente da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), Antônio Correia de Araújo. “Com a produção dos principais estados produtores, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, sendo direcionada para a exportação, diminui a pressão sobre o mercado nordestino”, explicou. Em 2006, com a crise da gripe aviária na Europa, as exportações de carne de frango do Brasil reduziram drasticamente e o aumento da oferta de carne de frango no Estado fez os preços caírem até 50%. “Chegamos ao patamar de haver carne de frango a R$ 0,99”, lembrou Correia.
O presidente da Avipe afirmou que, apesar de ser favorável, a situação é delicada. “Qualquer revés no comércio exterior faz com que os frigoríficos direcionem a produção para o Nordeste”, afirmou Correia. O presidente da Avipe lembrou que os custos de produção em Pernambuco não permitem competição com a carne de frango produzida no Sul do País. “O milho e a soja usados na ração viajam mais de dois mil quilômetros do Centro-Oeste até aqui. Como eles têm acesso mais fácil à ração, mesmo com o custo do frete do frango congelado, conseguem colocar no mercado nordestino um produto mais barato que o produzido aqui”, explicou.
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Para solucionar o problema dos custos, o setor avícola vê a ferrovia Transnordestina como principal solução, disse o presidente da Avipe. A ferrovia reduziria o custo do frete do milho e da soja e daria acesso aos avicultores aos grãos produzidos nas novas fronteiras agrícolas do Nordeste, que incluem áreas da Bahia, Piauí e Tocantins. “Seria a redenção da avicultura de Pernambuco”.





















