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Vetbrands constrói fábrica para elevar exportação

Empresa exporta 2% de sua produção e quer chegar a 15% em 5 anos, diz Sérgio Colaço, diretor-presidente do grupo.

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Redação (28/06/06) – As previsões de que o setor pecuário tenderia a consumir menos insumos neste ano não tiraram o ânimo da Vetbrands do Brasil, que tem sede em Jacareí (SP). A empresa, criada em 2001 a partir da venda da divisão de saúde animal da Agribrands Purina, está investindo R$ 13 milhões na construção de uma fábrica em Paulínia (SP).

Sérgio Colaço da Silva, diretor-presidente da Vetbrands, informa que com conclusão da nova unidade em julho de 2007, a empresa dobrará a capacidade de produção. “A unidade atenderá às exigências internacionais de boas práticas de fabricação, o que nos permitirá reforçar as exportações”, afirma.

De acordo com Colaço, hoje 2% do faturamento vem das exportações. E a meta é elevar esse índice para 15% nos próximos cinco anos. A empresa exporta para México, Paraguai, Colômbia e Bolívia. Neste ano, prepara-se para iniciar embarques ao Peru e Chile.

A Vetbrands nasceu após a dissolução da Agribrands Purina, que vendeu o negócio global de nutrição animal para a americana Cargill. Colaço, que trabalhava na Agribrands na época, uniu-se a um grupo de investidores brasileiros, americanos e ao Natexis Fund (administrado pelo Axxon Group) para adquirir o negócio de saúde animal, formando a Vetbrands do Brasil.

A empresa também mantém escritórios comerciais no México e na Colômbia. O grupo faturou R$ 60 milhões em 2005, e a previsão é elevar esse resultado para R$ 70 milhões este ano. Segundo Colaço, cerca de 95% dos resultados da empresa vêm dos negócios no Brasil.

Em 2005, a empresa registrou um crescimento de 20% nas vendas para o mercado interno. Este ano, no entanto, a expectativa é de um crescimento próximo a 10%, devido à crise na pecuária bovina decorrente do ressurgimento da aftosa no país. O segmento responde por 60% da receita da Vetbrands. “A rentabilidade dos pecuaristas está menor este ano, e a tendência é que eles invistam menos em medicamentos.”

Colaço acredita, no entanto, que a empresa voltará a crescer 20% ao ano no Brasil a partir de 2007, com a recuperação do setor de pecuária de corte e o crescimento do setor de animais de estimação.

Do total investido na fábrica, 60% será financiado pelo BNDES. A empresa também obteve financiamento de R$ 1,5 milhão pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para desenvolver novos medicamentos no país em parceria com universidades.

Emílio Salani, presidente do Sindicato Nacional da Industria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), afirma que mesmo com a crise na pecuária bovina no país, o setor veterinário mantém a meta de crescer entre 6% e 8% este ano. Em 2005, o setor faturou R$ 2,212 bilhões. Somente as vendas de vacinas contra febre aftosa – responsável por 15% da receita do setor – cresceram 17,1% entre janeiro e maio, para 187,4 milhões de doses.

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