Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 222,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx

MT: soja e carne sustentam os recordes

O volume foi 41,53% acima do registrado no mesmo período de 2005.

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Redação (21/03/06)- Fevereiro é mais um mês de recorde para as exportações mato-grossenses, que somaram US$ 249,31 milhões, volume 41,53% acima do registrado no mesmo período de 2005, com US$ 203,89 milhões. O superávit da balança comercial estadual obteve crescimento de 44,63% sobre igual período do ano passado. Nos dois primeiros meses de 2006, a balança soma US$ 462,15 milhões, contra US$ 319,53 milhões de 2005. Os números seguem a tendência superavitária observada durante todo o ano de 2005.

No acumulado de 2006 (janeiro e fevereiro), as exportações contabilizam US$ 508,30 milhões. As importações neste mesmo período acumulam US$ 46,15 milhões, saldo 16,51% acima do observado em igual período de 2005.

Mais uma vez, o complexo soja sustenta as vendas de Mato Grosso. Mesmo sob mais uma safra marcada pela defasagem cambial e pela majoração dos custos, na pauta os resultados da produção são positivos. A soja registra ganho de preços no mercado internacional e aumento no volume comercializado, no volume total de vendas e na participação. Nos dois primeiros meses de 2006, o complexo registra participação de 70,73%, contra 64,13% no mesmo período de 2005. Também com números positivos está o complexo carne, com aumento de 172,74%, comparando vendas entre o acumulado de 2006 e 2005, enquanto que no primeiro bimestre de 2005 o preço médio da carne no exterior alcançava US$ 1,69 o quilo (kg), neste ano atinge US$ 2,04/kg.

Outro destaque é que o crescimento mato-grossense está acima da média nacional. As vendas externas brasileiras cresceram 18,56% em comparação a fevereiro de 2005 e a balança comercial — exportações menos importações — neste mesmo período de comparação cresceu 14,15%.

Mato Grosso superou, em evolução de faturamento, a balança comercial nacional em 30%, comparando com os 14% atingidos pelo Brasil, destaca o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Nereu Pasini.

Além de superar a média nacional, Mato Grosso segue na liderança das vendas externas do Centro-Oeste. Dos US$ 800,36 milhões exportados pela região, US$ 508,30 milhões saíram do Estado, cifras que representam 63,51% do volume regional. Comparando os volumes acumulados entre 2006 e 2005, o crescimento atual é de 41,53%.

A PAUTA

De acordo com análises do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiemt, o complexo soja soma US$ 359,53 milhões em volume exportado, contra US$ 230,32 milhões acumulados no período de janeiro a fevereiro do ano passado.

O coordenador do CIN, Maurício Capilé, observa que o preço médio da soja em grão revela alta de dois centavos de dólar e mantém um bom preço no mercado externo. O crescimento do faturamento em 166,73% no segmento deve-se principalmente ao aumento do volume exportado em 138%, que representa 592 mil toneladas (t) a mais exportadas no período de janeiro a fevereiro deste ano em relação a 2005.

Capilé destaca, já com relação ao complexo de carnes, que o crescimento do faturamento em 172,74% mostra que o volume comercializado até agora representa praticamente o dobro do contabilizado em fevereiro de 2005. As exportações no período de janeiro a fevereiro de 2006 atingiram US$ 59,78 milhões, ou seja, 11,76% do total da pauta mato-grossense.

A carne bovina é o grande destaque do complexo, que soube enfrentar com maestria a crise da febre aftosa no setor e fez crescer o faturamento nas exportações em 218,51%, apesar da queda de 4% no preço em dólar e a diferença cambial apontar retração de 20% na conversão da moeda, avalia Capilé. O total exportado pelo setor foi de US$ 51,45 milhões no acumulado de 2006. 

Gripe aviária afeta pauta estadual
O setor de aves apresentou resultados positivos nas exportações mato-grossenses, porém está atravessando uma crise sem precedentes, como reflexo da disseminação da gripe aviária na Ásia e Europa. Com a diminuição no consumo de frango em cerca de 60% na Europa e atingindo o limite de estoque do produto em câmaras frigoríficas, não houve alternativa se não abaixar preços no mercado interno. O setor registrou crescimento de faturamento em 56%, que representa, em volume, US$ 7,93 milhões exportados no período de janeiro a fevereiro de 2006, contra US$ 5,06 milhões exportados no mesmo período de 2005.

Ocorre que a brusca mudança de hábito no consumo de frango está ocasionando queda nas vendas externas e perda de faturamento em até 69%, nos meses de dezembro de 2005 a fevereiro de 2006. Esta situação foi agravada pela saída da Venezuela como país comprador de frango de Mato Grosso, em mais de US$ 3 milhões/mês, informa o coordenador do CIN, Maurício Capilé. No mês passado, os venezuelanos não compraram aves no Estado. 

MADEIRA 

O setor madeireiro demonstra dificuldades em apresentar recuperação da crise que assolou o setor em 2005. Alternativas por meio de projetos e capacitação empresarial para exportação estão sendo propostas com o apoio do governo Federal para levantar o segmento. Ainda mais agora que a cotação do preço em dólar da madeira serrada e compensada está em alta, com aumento expressivo de 18% e 36%, respectivamente. Todos os segmentos da madeira apresentaram diminuição do faturamento em torno de 27% no período de janeiro a fevereiro de 2006, representado por US$ 21,551 milhões exportados.

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