Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,19 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 159,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,78 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,55 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 154,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,22 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 158,68 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx

Deral diz que não vai faltar milho

De acordo com a engenheira agrônoma do Deral da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Vera Zardo, o Estado deverá ter uma oferta de 12 milhões de toneladas de milho, para uma demanda de 11,5 milhões.

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Da Redação 16/04/2003 – A cadeia produtiva do milho, tendências de mercado e comercialização da safra foram alguns temas discutidos durante um seminário estadual da cultura. O evento reuniu membros do Grupo de Trabalho do Milho – formado por entidades representantes das cooperativas do Paraná, Federação da Agricultura e sindicatos de suinocultores e avicultores.

De acordo com a engenheira agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Vera Zardo, o Estado deverá ter uma oferta de 12 milhões de toneladas de milho, para uma demanda de 11,5 milhões. Apesar do Paraná ser o maior produtor da cultura no Brasil, ainda sofre com a liquidez, que vem fazendo com que muitos produtores acabem migrando para outras culturas. Outro problema é que, para ganhar mercado, muitos estão exportando o produto, e isso deverá refletir na cadeia produtiva do milho. Vera Zardo defende que o governo Federal precisa definir políticas mais claras para a cultura a fim de evitar o desabastecimento do mercado interno.

Hoje, o maior mercado consumidor de milho no Paraná é a avicultura, cujo setor de corte absorve uma média de três milhões de toneladas do produto. O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas no Paraná, Domingos Martins, não acredita que possa faltar produto, porém entende que a supervalorização do milho, como aconteceu no ano passado, poderá comprometer os preços da cadeia. Em 2002, o preço da saca de milho chegou a R$ 26 contra os R$ 16 praticados hoje. Martins defendeu os mesmos tratamentos fiscais e econômicos dados as cooperativas para o setor. Além disso, disse que o Paraná poderia criar formas de financiamento para a construção de armazéns para o armazenamento do milho.

O presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Romeu Carlos Royer, também defendeu uma política mais específica para a cultura. Ele ressaltou que o Grupo de Trabalho do Milho propôs no ano passado que as entidades da cadeia produtiva sejam consultadas antes de enviar o produto paranaense para outros estados. Mas para isso, ainda dependem da regulação do governo do Estado. “Esperamos que o atual governo se sensibilize com a idéia, que visa justamente regular o mercado interno e evitar o desequilíbrio da cadeia”, disse.

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