Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Nadando contra a maré

Veja o Editorial da edição número 169 da revista Suinocultura Industrial.

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Redação SI 15/07/2003 – O suinocultor se esforça, dá longas braçadas, encara alta ondas, mergulha para driblar a correnteza, mas precisa de um tempo para encher os seus pulmões de ar. É assim que o suinocultor brasileiro vem vivendo nestes últimos 17 meses: nadando contra a maré. Muitos não agüentaram a força da água. Mas muitos ainda estão nadando e acreditam na volta dos dias de calmaria.

A persistência e a força de vontade do setor, em meio a tantas “tempestades”, são dignas de, pelo menos, uma grande admiração. Não é fácil ter que tirar do bolso todo o mês o dinheiro das despesas domésticas para pagar a produção de suínos.  Isto deveria ser ao contrário. A produção de suínos é que deveria pagar todos os meses as despesas domésticas do criador.

De acordo com os cálculos do Instituto Cepa/SC, somente do mês de março de 2003, o suinocultor da Região Sul brasileira teve um prejuízo de R$ 791,00 por matriz ao ano, para uma média de produção de 16 leitões/porca/ano. Neste último, ano o preço do milho subiu como rojão (pois segue a cotação do dólar), o preço dos combustíveis também só aumentou, sem falar nos preços dos medicamentos, muitos deles importados, que ajudaram a inflacionar a produção suinícola. E o preço do suíno, também aumentou? Que nada. Este foi pela contramão e despencou.

A esperança do setor está na boa produtividade desta safra de milho e na (re) abertura de mercados internacionais para a carne suína brasileira. O mesmo Instituto Cepa já revelou que o rebanho de suínos no Brasil deverá cair 6,3% em 2003 e a produção de carne deverá ser 3,7% menor. Com um sutil equilíbrio na cadeia insumo/rebanho/produção/mercado, a suinocultura nacional poderá, finalmente, respirar e oxigenar seu organismo para dar novas braçadas.

Um exemplo disso pôde ser conferido na AveSui 2003 Feira da Indústria Latino-Americana de Aves e Suínos, que reuniu produtores e indústria para o início de uma negociação e organização da cadeia produtiva. A criação da Câmara Setorial de Aves, Suínos, Milho e Sorgo foi o marco desta nova etapa.

Suinocultores de todo o Brasil foram até Florianópolis (SC) para acompanhar as discussões da cadeia e conferir as últimas novidades da suinocultura moderna, apresentadas pelas 210 empresas expositoras na AveSui. Um sinal de que o setor não quer se entregar tão fácil às águas tormentas dessa maré. A AveSui, neste contexto, firmou-se como o ponto de encontro entre produtores, técnicos, empresários, representantes políticos e acadêmicos envolvidos na produção e na comercialização da carne suína.

“Temos que olhar para a parte cheia do cálice de vinho”, diz o Professor e PhD em Gestão Empresarial e Humana, Marins Filho.

Osvaldo Gessulli Neto
Editor/Diretor

 
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