Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Ovo substitui carne na mesa

Consumo do produto já é 20% maior nos supermercados; preço, apesar de ser menor que o da carne, também aumentou.

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Redação AI 02/09/2003 – Com salário 16,4% menor que há um ano atrás, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro está mudando a fonte de proteína animal das refeições de todos os dias. Em supermercados consultados pela Folha, o consumo de ovos aumentou de 10% a 20% no último mês. No mesmo período, o preço da carne bovina subiu 5% no atacado.

“A carne está pesando no orçamento”, comentou a recepcionista Aparecida Pascoal dos Santos. Há três meses, ela costumava oferecer carne quatro vezes por semana nas refeições da família. Hoje, cozinha o alimento apenas uma vez na semana. “No resto dos dias faço ovo e verduras”, disse.

A mesma mudança foi adotada pela auxiliar de cozinha Lola Maria de Jesus. “Não dá mais para comer carne todos os dias”, reclamou. Segundo ela, a família sente um pouco de falta e reclama quando o ovo vai para a mesa. “O segredo é variar a forma de fazer”, ensinou.

As duas donas de casa reclamaram que o preço do ovo, apesar de ser menor que o da carne, também subiu. Ontem, a Folha encontrou a dúzia do produto sendo vendida até por R$ 2,49, ante R$ 1,99 no mês passado.

“Com esses preços, não sei o que vamos comer de mistura”, reclamou Aparecida.

“Sempre que a carne sobe, aumenta o consumo no setor de hortifrutigranjeiros”, comentou Maurício Fernandes, chefe de loja do Fatão.

O incremento sentido pelo varejo, porém, ainda não foi observado no atacado. Vendedores que atuam no Ceasa de Londrina informaram que o volume de comercialização se mantém estável há alguns meses. “A situação melhorou porque o preço do milho caiu, reduzindo o custo de produção. Mas as vendas continuam iguais”, afirmou o produtor Julio Yamada, que também é proprietário de um box no Ceasa.

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