A demora do grupo francês Dreyfus em assumir o controle da Chapecó Alimentos está levando lideranças da região Oeste do Estado a duvidarem da concretização do negócio.
Caso Chapecó: temores se acentuam
Da Redação 05/11/2003 – 06h00 – Um denominado “plano B”, que implicaria no arrendamento com opção de compra das quatro unidades do frigorífico está em andamento. Isso implicaria em fracionar a Chapecó. As unidades de Chapecó e Santa Rosa (RS) ficariam com a Aurora, a de Xaxim seria arrendada pela Sadia e a de Cascavel (PR) pela Globoaves. As negociações entre a Chapecó e a Dreyfus já duram mais de seis meses. O último capítulo da novela foi uma reunião realizada na semana passada entre a direção do frigorífico, políticos da região Oeste e representantes da multinacional na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. Na ocasião, a diretoria da Chapecó tentou obter R$ 10 milhões do grupo francês para pagamento de fornecedores e compra de matérias-primas. Não obteve sucesso. “O clima estava totalmente tenso”, resume Pedro Uczai, prefeito de Chapecó, que estava presente. O diretor-presidente do frigorífico, Celso Schmitz, afirmou que o comportamento dos representantes da Dreyfus foi “estranho”.
Um dos fatores que está travando a realização do negócio é a questão da dívida da Chapecó, de quase R$ 1 bilhão, que teria de ser perdoada para que a Dreyfus assumisse o frigorífico. Faltam ainda acertar 5% desse total, que está em poder de fundos de pensão, como Aeros e Serpro.
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