Altos custos fazem suinocultores gaúchos diminuírem de 9,5 mil para 7,5 mil o número de leitões para engorda.
Menos animais
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Redação SI 11/12/2002 – Há 36 anos trabalhando no ramo da suinocultura, o criador e comerciante gaúcho Carlos Ceccagno nunca viu uma crise forte e longa como esta. De acordo com o jornal O Pioneiro, a alta nos custos com a alimentação e o baixo preço pago pelo quilo da carne suína chegou a provocar, meses atrás, prejuízo de R$ 50 por animal entregue ao frigorífico. Se conseguíssemos empatar despesa e receita já seria motivo para comemorar. Esperamos que isso ocorra no final deste ano. Hoje, o custo está em torno de R$ 1,80 a R$ 1,85 ao quilo, enquanto vendemos os leitões por R$ 1,60 ao quilo, compara Ceccagno, que tem contrato com a Perdigão, de Marau (RS).
Na sua granja, localizada no Rio Branco, há 550 matrizes. Os leitões, com cerca de 20 quilos, são entregues a produtores do município e região para engorda. Após 120 dias, quando atingem cerca de 115 quilos, são levados diretamente ao frigorífico. O sistema integrado, que teria capacidade para 9,5 mil suínos, está com 7,5 mil leitões sendo engordados. O prejuízo está atingindo também os criadores que integram o sistema e vários estão desistindo. Todo mês, a granja consome 6 mil sacas de milho (a média era de 7 mil sacas no início do ano), 100 toneladas de farelo de soja e 80 toneladas de farelo de trigo.
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