Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx
Economia

Alta dos alimentos

Segundo analistas, aumento de preços de alimentos deve ter pico em outubro. Economistas não esperam ‘bolha’ de preços.

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Alta dos alimentos

Depois de registrar quedas seguidas nos últimos meses, o preço dos alimentos voltou a subir mais do que o esperado nas últimas semanas e deverá registrar a maior alta do ano no mês de outubro, de acordo com a previsão de analistas do mercado, exercendo pressão direta sobre a inflação.

O avanço dos preços dos alimentos distribuídos no País está relacionado a fatores domésticos e externos. Falta de chuvas, que comprometem pastagens, e redução da oferta de produtos de fornecedores como Rússia e Ucrânia, que estão desabastecidos pela seca, são algumas das razões que deverão justificar a alta mensal de 1,58% em outubro, segundo projeção da LCA Consultores. 

Inflação oficial acelera para 0,45% em setembro, indica IBGE

A inflação na cidade de SP acelera na primeira semana de outubro, diz Fipe Alimentos e puxa alta do IPC-S de outubro, indica a FGV.  Preço do pão francês acumula dez meses de alta, diz Fecomercio “Este deverá ser o maior aumento verificado ao longo de todo o ano, até o final de dezembro, com base nas nossas projeções. No primeiro quadrimestre do ano, vimos que houve aumento dos preços, atingindo o maior pico em março. Porém, no segundo quadrimestre, os preços caíram mais que o esperado, com a interferência da sazonalidade, e agora voltam a subir”, disse o economista da consultoria, Fabio Romão.

Em outubro, a previsão da consultoria é que o Índice de Preços ao Consumidores (IPCA), considerada a “inflação oficial” do país, do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), fique em 0,57%. No mês anterior, a variação foi de 0,45%.

Grupo de alimentos e bebidas
Período Variação
Janeiro 1,13%
Fevereiro 0,96%
Março 1,55%
Abril 1,45%
Maio 0,28%
Junho -0,90%
Julho -0,76%
Agosto -0,24%
Setembro 1,08% 
Fonte: IBGE

Desde setembro, quando os alimentos voltaram a ficar mais caros, têm exercido maior pressão sobre a aceleração do índice de inflação as variações dos preços de feijão, arroz, carnes em geral, mas principalmente a bovina, frutas e trigo. O preço alto do grão, que encarece o tradicional pão francês, se justifica pelo fato de o Brasil não contar com produção suficiente para suprir a demanda interna, fazendo com que parte do trigo consumido seja importado.

Entre agosto e setembro, o IBGE mostrou que o grupo de alimentos e bebidas, que exerce a maior contribuição sobre a inflação oficial, apresentou alta de 1,08%. Só o item carnes, por exemplo, ficou 5,09% mais caro no mês anterior. O avanço do índice do grupo também teve influência dos aumentos de preços de produtos como açúcar cristal (5,66%), óleo de soja (5,47%) e frango (3,11%).

“A oferta está realmente reduzida. Não há como o clima seco predominante nesses últimos meses, em intensidade muito maior do que a observada em anos anteriores, deixar de afetar a produção, a distribuição. No caso da pecuária de corte, houve crescimento da demanda e consequente aumento do abate. A magnitude dos preços tem surpreendido”, disse o economista da Tendências Consultoria Econômia, Gian Barbosa. Aliado a esses fatores, que contribuíram para o aumento do preço da carne, está o aumento da exportação do produto nos últimos meses.

Apesar de haver a tendência de que a variação dos preços de alimentos em outubro seja a mais expressiva de 2010, ainda é cedo para prever se essa alta será a maior dos últimos anos, na avaliação do  economista da Fundação Getulio Vargas André Braz. “Realmente saiu do previsto, porque houve um conjunto de altas. Mas o poder de recuperação de alguns produtos é grande. Não deverá haver uma bolha causada por esses efeitos passageiros, que deverão ser devolvidos ao longo do segundo semestre”, disse.

Para o economista da Tendências Consultoria, as últimas prévias como as do Índice de Preços do Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) e as do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da FGV indicam que, em outubro, os preços continuarão em aceleração.

A partir de novembro, os preços dos alimentos ainda subirão, mas em ritmo menor, segundo os analistas, já que deverá haver leve redução da demanda interna e melhora dos fatores climáticos.

“Estamos iniciando um novo ciclo de crescimento mundial, mais moderado, que vai mitigar o preço das commodities. Os preços vão continuar subindo, mas em um ritmo mais lento”, afirmou Romão.

Quanto à inflação, Gian Barbosa disse acreditar que outros itens, além dos do grupo de alimentação e bebidas, deverão pressionar a alta do índice. “Depois das eleições, deverão ser aplicados reajustes nas tarifas de transporte, por exemplo, o que deverá contribuir para acelerar a taxa de inflação. Não estamos muito otimistas.”

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  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,28
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    R$ 119,94
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,17
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,08
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,85
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,77
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,60
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,52
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,67
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 158,55
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 166,43
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  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 174,45
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 183,29
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 149,18
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 167,73
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,26
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,31
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
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    R$ 1.086,74
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  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 175,87
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 157,65
    cx
  • Ovo Branco - Regional
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    R$ 158,10
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