Fiscais federais agropecuários ameaçam nova greve, devido ao não atendimento, por parte do governo, de promessas definidas no acordo realizado no final do ano passado, na ocasião da primeira greve. A UBA já se manifestou e encaminhou uma carta à ministra da Casa Civil para tentar impedir a nova paralisação.
Ameaça de nova greve
Redação (08/02/06) – Os fiscais agropecuários federais não estão satisfeitos com o governo e ameaçam uma nova greve. De acordo com eles, o governo não vem cumprindo as promessas feitas na ocasião do encerramento da primeira greve, realizada no final do ano passado e que durou 18 dias. Neste período, os setores de aves e suínos registraram prejuízos por conta da não liberação de produtos para a exportação, o que gerou um super estoque de carnes e a desaceleração dos abates dos animais.
Nesse sentido, a União Brasileira de Avicultura (UBA), encaminhou uma carta nesta terça-feira (07/02) à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, solicitando a sua intervenção nas negociações e no cumprimento do acordo com os fiscais. Veja a íntegra da carta:
“Excelentíssima Senhora
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Dilma Vana Rousseff
MinistraChefe da Casa Civil
Brasília-DF
Ref.: Ameaça de greve dos Fiscais Federais Agropecuários.
Excelência,
Conforme é do conhecimento de Vossa Excelência, o setor de avicultura sofreu graves prejuízos, principalmente, com problemas de embarques portuários que ocasionaram perdas da ordem de 70 mil toneladas nas exportações durante a greve dos Fiscais Federais Agropecuários, ocorrida em novembro de 2005.
Devido ao não atendimento, por parte do governo, de promessas definidas no acordo que encerrou aquele movimento grevista, os Fiscais Federais Agropecuários estão programando um novo movimento para o início de março que, conforme informações, só será suspenso quando todos os pontos do acordo forem atendidos. Caso ocorra nova greve, muitas empresas terão de suspender abates de aves devido aos estoques de produtos que já atingem suas capacidades armazenadoras pelo momento atual de mercado tanto nacional como internacional, denegrindo sobremaneira a imagem do Brasil junto aos nossos clientes globais pelo não atendimento dos embarques.
Essa retenção de abates também prejudicará enormemente os pequenos produtores integrados, assim como fornecedores, transportadores e distribuidores, gerando repercussões negativas, tanto sociais como políticas.
Solicitamos a atenção de Vossa Excelência para esse gravíssimo problema que poderá trazer conseqüências danosas ao segmento, responsável pela renda e sobrevivência de pequenas propriedades no meio rural e já prejudicado pela retração internacional ao consumo de aves pelo temor com a Influenza Aviária.
Ao inteiro dispor para quaisquer informações adicionais, subscrevemo-nos,
Atenciosamente,
Zoé Silveira dAvila
Presidente
C/C : Senhores Ministros: Antonio Palocci Filho (Fazenda), Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), Paulo Bernardo Silva (Planejamento), Roberto Rodrigues (Agricultura) e Ronaldo Caiado (Presidente da Comissão de Agricultura. da Câmara de Deputados)”.





















