Neste mês, Brasil e Argentina seriam os principais mercados para a compra da soja. Mas a ameaça de os produtores argentinos retomarem a greve afastou os compradores.
Demanda chinesa valoriza a soja
Redação (14/04/2008)- Os contratos da soja com vencimento em julho fecharam na sexta-feira com uma valorização acumulada na semana de 6%, cotados a 1.349,25 centavos de dólar por bushel. Juntamente com seus derivados, a soja obteve o maior aumento no comparativo com milho, trigo e café. Analistas explicam que as compras feitas pela China no mercado americano geradas pelos rumores de greve na Argentina e a retomada da atuação dos fundos após o relatório do Departamento de Agricultura Americano (Usda) foram determinantes para a valorização.
"Neste mês, Brasil e Argentina seriam os principais mercados para a compra da soja. Mas a ameaça de os produtores argentinos retomarem a greve afastou os compradores", explica David Gonçalves, analista da FCStone. O relatório semanal das exportações americanas, divulgado pelo Usda na quinta-feira, apontou que as compras feitas pela China eram muito altas. "Esse fato gerou nervosismo no mercado que fechou com forte alta nesse dia".
Fernando Pimentel, diretor da Agrosecurity, acrescenta que a alta do petróleo também contribuiu para a valorização e avalia que os fundos só estavam esperando o relatório para retomarem as compras. "Nos próximos três meses o mercado deverá ficar mais volátil ainda", avisa.
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