Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,47 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,21 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,70 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 138,39 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 154,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 129,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,27 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.566,88 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx

Lula quer plano para aumentar produção agrícola em 30 dias

As medidas serão anunciadas em um mês têm como pontos fortes a elevação dos preços mínimos de garantia, mais recursos para o custeio e reforço do seguro rural.

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Redação (09/05/2008)- O  presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião, que acontecerá dentro de dez dias com os ministros da Agricultura e da Fazenda, Reinhold Stephanes e Guido Mantega, para conhecer as alternativas em estudo pelos dois ministérios para permitir o aumento da produção e da área plantada de grãos na safra 2009/08. O plantio começa no final do ano. As medidas serão anunciadas em um mês têm como pontos fortes a elevação dos preços mínimos de garantia, mais recursos para o custeio e reforço do seguro rural.

– Estamos estudando medidas que podem garantir o aumento da produção de alimentos – disse Stephanes nesta quinta-feira, ao divulgar os números da safra 2008/09.

A preocupação do governo brasileiro se soma às preocupações mundiais. Na noite de quinta-feira, o presidente do Banco Mundial afirmou, no México, que a crise dos alimentos deve durar até 2015 , voltando a apelar aos países que modifiquem as políticas de rpodução para garantir o abastecimento da população.

Além disso, o aumento no preço dos alimentos deve provocar uma alta na inflação, o que pode ter reflexos na política de juros do país. No início da semana, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que o IGP-DI fechou o mês de abril com variação de 1,12% , bem acima do estimado pelos analistas e influenciado pela alta do grupo Alimentação.

A tendência de alta deve se confirmar atmbém em maio. Prova disso, é que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na primeira semana de maio subiu 0,83%, sendo que 70% desse índice foi representado pelo item alimentação. Em abril, o índice subiu 0,72% . "Não há risco de desabastecimento", diz ministro.

Após lançar medidas de apoio à produção do trigo, cuja safra se inicia no próximo mês de julho, agora o governo tem como focos o milho, o arroz e o feijão, cada um com características diferentes em termos de plantio e produção. De acordo com o ministro, são produtos considerados "sensíveis", devido ao impacto que podem causar na inflação.

– Apesar desse quadro, não há risco de desabastecimento. Temos estoques suficientes para atender a demanda e as safras já estão respondendo – afirmou o ministro da Agricultura.

Nesta manhã, o IBGE divulgou a estimativa de safra para 2008. Segundo o instituto, a colheita deve ser 7,2% maior que no ano passado , atingindo 142,6 milhões de toneladas. Aumentos na produção de trigo e milho devem contribuir para o avanço.

Stephanes não quis adiantar as medidas que serão tomadas. Apenas citou como exemplo o feijão, cuja cotação da saca subiu de R$ 60 para R$ 210, com impacto de 0,5% na inflação. O preço mínimo para o produto deve ficar entre R$ 60 e R$ 80, acrescentou.

Ele destacou que os produtores plantaram menos feijão, porque o preço da saca era desestimulante: R$ 35.

– Os produtores não plantaram, porque os preços estavam baixos e não havia uma política de garantia – disse o ministro.

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