Para evitar transtornos durante a etapa de imunização, uma revenda reforçou em 40% o estoque de vacina contra a doença.
Dose da vacina contra febre aftosa fica mais cara em Mato Grosso do Sul
Para evitar transtornos durante a etapa de imunização, uma revenda reforçou em 40% o estoque de vacina contra a doença. Uma semana após o início da campanha, já foram comercializadas 450 mil doses do produto no estabelecimento. Cada dose é vendida a R$ 1,18, R$ 0,08 a mais que o valor cobrado na etapa de novembro. Já em relação à campanha de maio do ano passado, o reajuste é ainda maior, cerca de R$ 0,13 maior por dose.
Segundo o comerciante Sebastião Bussolo, os laboratórios aumentaram em 7% e o valor da vacina acabou tendo que ser repassado também para o pecuarista, como foi o caso do produtor Arno Seemann, que está terminando de vacinar seu rebanho. Para proteger os 800 animais, ele gastou R$ 944 e reclama do aumento do preço do produto, que inflaciona ainda mais os custos de produção da atividade.
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De acordo com Seemann, tudo está subindo e, mais este aumento, apesar de não parecer muito alto, traz um impacto direto no bolso do pecuarista e, na soma total no fim do ano, os custos ficam altos. Ele também acha que o governo poderia ajudar o pecuarista, subsidiando pelo menos parte do preço da vacina.
Em Mato Grosso do Sul, os pecuaristas da região do planalto devem vacinar até o fim de maio todos os animais com idade entre 0 e 24 meses. Já os criadores do Pantanal que optarem pela vacinação nesta etapa têm até o dia 15 de junho para imunizar todo o rebanho. A previsão da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) é de que 11,5 milhões bovinos e bubalinos sejam vacinados durante a campanha.
Nos 11 municípios que fazem parte da Zona de Alta Vigilância Sanitária, a vacinação será realizada de primeiro a 30 de junho. A vacina para imunizar cerca de 800 mil animais serão doadas.





















