Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Quebra de safrinha no Paraná reforça os ganhos do milho

Hoje, os preços no porto de Paranaguá estão na casa dos R$ 28,50 a saca, e no interior paranaense já ultrapassaram a paridade de exportação.

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Redação (01/07/2008) – A quebra na safrinha de milho do Paraná reforçou o movimento de alta do produto, que já vinha firme por conta da valorização no mercado internacional. Hoje, os preços no porto de Paranaguá estão na casa dos R$ 28,50 a saca, e no interior paranaense já ultrapassaram a paridade de exportação, como resultado desse cenário aquecido, segundo a Safras & Mercado.

As cotações de milho no atacado variam hoje de R$ 26 a R$ 28 no interior paranaense – acima da paridade, que está entre R$ 24 e R$ 25. Para chegar à paridade de exportação, desconta-se o valor do frete do preço no porto. Em meados de junho, antes de geadas atingirem lavouras paranaenses, os preços no atacado variavam de R$ 22 a 23, informa Flávio Turra, da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

Ele observa que as geadas que levaram à quebra da safrinha no Paraná – a perda é estimada em 1,3 milhão de toneladas – tiveram reflexo imediato nos preços. Aliás, estes já vinham em alta influenciados pelas enchentes que afetaram as lavouras americanas de milho. Paulo Molinari, da Safras&Mercado, afirma que a quebra na safrinha do Paraná não representaria problema se o mercado internacional "não tivesse explodido" recentemente. Ontem, as cotações tiveram limite de queda em Chicago, mas só em junho haviam subido 20,45% .

O preço atingiu US$ 7,6825 por bushel na quinta passada, o equivalente a quase US$ 305 por tonelada, num mercado em que a demanda é firme. "O quadro de oferta e demanda nos EUA este ano será difícil", avalia Molinari, citando a produção estimada de 298 milhões de toneladas de milho naquele país. O quadro apertado nos EUA deve abrir espaço para o milho brasileiro substituir o produto americano em alguns mercados, diz o analista, que prevê exportações de 11 milhões de toneladas de milho pelo Brasil.

A quebra na safrinha paranaense, diz Turra, não altera a previsão de que o país tenha excedente de milho, e exportações entre 10 milhões e 12 milhões de toneladas. Mas a concorrência com o mercado externo tem preocupado os consumidores de milho do setor de aves e suínos. "Antes os estoques eram de 20 dias, agora chega a um mês", afirma.

Com os preços internos acima da paridade, está mais vantajoso vender milho no mercado doméstico do que exportar, mas o quadro pode mudar com o avanço da colheita da safrinha. Pelas estimativas da Conab, que ainda não consideraram os danos no Paraná, a produção do país na safrinha será de 18,5 milhões de toneladas. Para a safra de verão, a estimativa é de 39,9 milhões de toneladas.

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